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Negócios

CNI aponta parcerias promissoras entre Brasil e Índia

Segundo o gerente de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Frederico Alvarez, duas áreas são particularmente interessantes para parcerias: tecnologia da informação e biocombustíveis.

Por Por COMPUTERWORLD*

04 de junho de 2007 - 11h00
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Os investimentos conjuntos são frente promissora de negócios entre empresas brasileiras e indianas, na avaliação do gerente de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Frederico Alvarez.

“Há muito interesse indiano no Brasil e vice-versa. A gente vê indianos investindo no Brasil na área siderúrgica. Por outro lado, tem oportunidades lá em vários setores, como celulose, ferro e aço”, exemplificou o gerente.

Segundo dados do Consulado Geral da Índia em São Paulo, corporações dos dois países já atuam em conjunto nos setores farmacêutico, de engenharia, software e TI, petroquímico e químico.

Alvarez identifica duas áreas particularmente interessantes para parcerias: tecnologia da informação e biocombustíveis. “Há um potencial de troca de sinergia, sobretudo na área de tecnologia da informação. Em energias alternativas, o Brasil tem capacidade de fornecimento, principalmente de equipamentos para processar cana-de-açúcar, e a Índia é um dos maiores produtores mundiais de cana”, justificou. “Nestes setores mais estratégicos, é possível montarmos parcerias empresariais”.

Outro segmento potencial, na visão dos empresários brasileiros, é infra-estrutura. De acordo com a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), os indianos pretendem injetar US$ 350 bilhões na melhoria da infra-estrutura até 2012. Também estão voltados para os mercados de biocombustíveis e tecnologia da informação.

Em busca de novos negócios, o presidente da Fibra, Antônio Rocha da Silva, participará da missão empresarial que acompanha a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, até amanhã (05/06).

Além das oportunidades já identificadas pelo empresariado brasileiro, mapeamento do Consulado Geral da Índia em São Paulo aponta, também, perspectivas de parcerias e joint ventures em diversos setores de produtos farmacêuticos, remédios e healthcare, aviação, autopeças e automóveis, produtos químicos, agro-químicos, pesticidas, e inseticidas, alimentos processados e bens de consumo.

Outra possibilidade são os investimentos conjuntos em projetos de infra-estrutura urbana como ferrovias, hidrovias, rodovias, energia elétrica, abastecimento de água e gás e habitação. Com relação aos bioocombustíveis, o consulado vê boas perspectivas de venda de etanol brasileiro na índia e de produção de etanol, no país asiático, com tecnologia brasileira.

Compromisso reafirmado

Ao deixar o hotel para jantar privado com o primeiro-ministro indiano Manmohan Singh, no começo da noite de ontem (03/06), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o caráter estratégico da aliança entre Brasil e Índia.

“Índia e Brasil têm trabalhado juntos e nós temos problemas similares, temos virtudes similares. Portanto, um bom entendimento entre o governo da Índia e o governo do Brasil, entre os empresários brasileiros e empresários da Índia, acho que saem ganhando os dois países”, avaliou o presidente em rápida conversa com jornalistas.

Sobre as afinidades políticas, Lula lembrou que Brasil e Índia são parceiros nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). Também confirmou que os dois países afinarão seus discursos para a reunião do G8 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia), que ocorre esta semana na Alemanha. Brasil e Índia participarão como convidados, ao lado de China, México e África do Sul.

Além da concertação política, Brasil e Índia querem aproveitar a visita do presidente para impulsionar as relações econômico-comerciais. A meta, ambiciosa, prevê um salto no intercâmbio comercial dos atuais 2,4 bilhões para US$ 10 bilhões em 2010.

“Se levarmos em conta o tamanho da Índia, o tamanho do Brasil e o potencial de crescimento dos dois países, penso que é uma meta possível de ser alcançada, sobretudo se despertarmos tanto nos empresários indianos quanto nos empresários brasileiros a idéia de que a distância não pode ser um problema entre Brasil e Índia”, afirmou Lula.

Ele disse estar convencido não apenas das perspectivas de exportações para a Índia mas, também, das possibilidades de parcerias entre indústrias brasileiras e indianas.

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