Negócios
Sérgio Rosa deixa diretoria do Serpro
Segundo o executivo, a saída está alinhada com a estratégia de renovação do corpo diretor, consolidando a fase de expansão da companhia. Fontes internas, porém, apontam para disputas políticas.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Sérgio Rosa não deve ocupar mais a diretoria do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) durante a nova gestão do órgão, comandada por Marcos Mazoni a partir desta segunda-feira (04/06).
Segundo o executivo, a saída está alinhada com a estratégia de renovação do corpo diretor, consolidando a fase de expansão da companhia – que saltou de uma receita de 750 milhões de reais em 2003 para 1,5 bilhão em 2006. No entanto, outro diretor Sérgio Cangiano, deverá ser mantido no cargo.
Apesar das justificativas oficiais, fontes informam que o afastamento de Sérgio Rosa tem a ver com disputas políticas e que decisões de altos executivos do Ministério da Fazenda, ao qual o Serpro é vinculado, direcionaram o afastamento. Diante disso, os dois nomes que concorriam extra-oficialmente pela presidência do órgão, Wagner Quirici e Sérgio Rosa, foram afastados.
O executivo assumiu a direção do Serpro em junho de 2003, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma missão de governo e deve permanecer no cargo até a oficialização da exoneração, no Diário Oficial da União. Posteriormente a isso, deve conduzir projetos pessoais.
Nova gestão
Mazoni, de 46 anos, assume nesta segunda-feira (04/06) a presidência do Serpro. É formado em Administração de Empresas e comandava, desde 2003, a empresa estadual de informática do Paraná (Celepar).
Antes de atuar naquela empresa, o executivo trabalhou na presidência da Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs), na Companhia Riograndense de Telecomunicações, na Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procemp), entre outras atuações.
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