Negócios
Rio de Janeiro será estado totalmente digital até 2010
Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (Proderj) coordena parceria público-privada (PPP) para 'iluminar' todo o estado até o fim do atual mandato do governador.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*
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O Estado do Rio de Janeiro será totalmente 'iluminado' com banda larga até 2010, final do mandato do atual governador Sérgio Cabral. O projeto está sendo coordenado pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) e envolve cerca de 100 milhões de reais apenas na montagem da infra-estrutura.
"Esse montante não inclui os microcomputadores quer serão instalados nas escolas e órgãos públicos, conteúdo e treinamento de monitores", explica Tereza Porto, presidente da Proderj. Segundo ela, "o custo é relativamente baixo", já que envolve cerca de 1 milhão de reais por município.
O estado, no entanto, entra no projeto com algumas vantagens, segundo ela, que podem explicar o baixo custo: o tamanho reduzido (são 92 cidades) e a existência de uma infra-estrutura, a Infovia RJ, feita em 2004, que colocou pelo menos um ponto de presença de uma rede MPLS em cada município.
Tereza conta que a idéia de iluminar todo o estado partiu do projeto "Piraí Digital", experiência de interligação de escolas e órgãos públicos com rede sem fio de alta velocidade que se tornou mundialmente conhecida e que hoje já foi estendida nas cidades de Rio das Flores e Mangaratiba e nos distritos de Visconde de Mauá (em Resende) e Conservatória (em Valença).
Diante das cidades já consideradas 'digitais', o governo do Estado decidiu montar cinco corredores e traçar um cronograma para que eles interliguem todos os municípios. Na primeira fase, serão 35 cidades, na segunda, outras 30 e, por último, mais 27 municípios.
"É um projeto de melhoria da qualidade do serviço público, mas a escola é o primeiro foco", explicou Tereza, durante o 51º Painel Telebrasil, realizado neste final de semana. Por isso, as 1.634 escolas estaduais serão as primeiras beneficiadas.
Em um primeiro momento, diz ela, a rede vai interligar órgãos municipais e estaduais, mas depois se tornará uma rede multisserviços "que poderá levar desenvolvimento econômico mesmo ao interior e áreas mais afastadas do Estado", afirmou.
Segundo ela, até outubro deverá sair o edital para a criação da parceria público-privada (PPP) que vai financiar a construção do Estado digital. "Como é uma iniciativa inédita, temos de consultar todos os aspectos jurídicos antes de colocar isso no mercado", explicou.
Segundo ela, a partir dessa rede a população terá acesso a melhores serviços públicos, mas a iniciativa privada, que será parceira, poderá incluir serviços pagos. Ela acredita, entretanto, que "o custo [desses serviços] para a população poderá ser mais baixo que os de mercado em vista do baixo investimento" que será necessário.
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