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Negócios

FGV dá dicas para ser um e-empreendedor

Para professor do Centro de Empreendedorismo, enxergar o timing da mudança de comportamento do consumidor é tão importante quanto ter um plano de negócios.

Por Cláudia Zucare Boscoli, da CIO

05 de junho de 2007 - 08h15
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"As faculdades prometem aumentar a empregabilidade. Eu quero aumentar a 'empresariabilidade'". É com o neologismo que o professor José Augusto Corrêa, do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (CENN) da Faculdade Getúlio Vargas, define sua missão.

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Fundamental para formar a cabeça de futuros empresários de sucesso, afirma, é expô-los às novas tecnologias e às tendências de consumo.

"A pergunta que um empresário de hoje tem de fazer é: eu vou ter um negócio focado em bits ou em átomos? Porque, a Enciclopédia Britânica era um excelente negócio baseado em átomos que perdeu o bonde da história, não entrou para o mundo dos bits e foi vendida por um preço irrisório", exemplifica.

Para Corrêa, enxergar o timing da mudança de comportamento do consumidor é tão importante quanto ter um plano de negócios.

"Uma idéia brilhante não basta. Você tem de saber qual a receita, qual a despesa, fazer pesquisa de mercado. Tudo isto é certo. Mas só vai se diferenciar quem olhar para um celular de 199 reais e enxergar um smartphone dez vezes mais caro. O material é exatamente o mesmo. Mas quem vai além?", questiona, chamando a atenção, inclusive, para o aumento do m-commerce, o mercado móvel, com vendas a qualquer hora, em qualquer lugar.

Também professor da FGV e consultor do TecGov, Paulo Roberto Bergamasco complementa o raciocínio, desdobrando as inúmeras possibilidades de negócios que a web proporciona. Ele ensina que é preciso avaliar os modelos existentes – operação puramente física (venda de produto/serviço) com divulgação na internet, operação puramente on-line e a casada – e sair em busca "das peças Lego que melhor se encaixem".

"O leilão reverso, por exemplo, no qual quem faz o lance é o fornecedor e não o comprador, era inimaginável. Agora, você tem softwares para isso. Tem uma empresa por trás do software, tem um grande provedor que dá suporte ao negócio, tem toda uma cadeia envolvida", exemplifica.

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