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Negócios

SOA pede TI com visão de longo prazo

Thomas Erl, especialista em arquitetura orientada a serviços, vê o movimento pró-SOA como uma evolução do mercado de tecnologia da informação.

Por Thais Aline Cerioni, da CIO

05 de junho de 2007 - 14h05
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Uma departamento de TI mais ágil, capaz de responder mais rapidamente às necessidades de negócio e acompanhar o direcionamento estratégico da companhia sem passar por grandes impactos estruturais. Este seria o resultado de um projeto bem-sucedido de adoção da arquitetura orientada a serviços. Ao menos é o que prega Thomas Erl, autor de vários livros sobre o assunto e fundador da SOA Systems, companhia especializada em treinamento e consultoria na área.

Para alcançar esses benefícios, entretanto, é preciso ter visão de longo prazo. “Até hoje, as aplicações eram desenvolvidas com foco no curto prazo. Na arquitetura orientada a serviços, isto tem de mudar. Os aplicativos passam a ser desenvolvidos com foco estratégicos, de longo prazo”, explica Erl. “É uma questão de mudar prioridades”, resume.

O especialista não classifica o movimento em direção à SOA como uma novidade, mas sim como uma evolução do mercado de TI. “Na verdade, não há nada de novo. São muitos conceitos que já existiam e que, agora, estão combinados”, pondera. Isto não significa, entretanto, que não existam benefícios. “A SOA torna os desenvolvimentos mais rápidos e mais baratos, especialmente em grandes empresas”, garante.

O ceticismo das áreas de negócio em relação a mais um acrônimo que promete muito – e também custa muito tempo e dinheiro – não assusta Erl, que considera inédito o apoio mundial, da indústria e dos usuários, à SOA. “Nunca se viu uma plataforma tão abrangente, que vai além da tecnologia”, destaca.

Obviamente, nem tudo é tão simples e, para o especialista, a barreira cultural deve ser um dos principais desafios para a adoção da arquitetura orientada a serviços. Entre as formas de driblar as resistências, ele sugere implementações parciais, em pequena escala. Porém, caso o CIO realmente não consiga um patrocinador para o projeto, a sugestão é repensar. “Se não há apoio suficiente, talvez seja melhor esperar mais um pouco”, ensina.

O perigo das ondas
Apesar de acreditar fortemente nos benefícios da arquitetura orientada a serviços, Erl avisa aos CIOs para avaliarem com muito cuidado produtos e serviços que prometem seguir o conceito. “Muitas empresas estão sendo rápidas em chamar seus produtos de SOA, mas, em muitos casos, isto é questionável”, alerta. Segundo ele, a melhor maneira de ‘conferir’ se determinada oferta realmente está ligada à SOA é entender muito bem do assunto. “Escute o vendedor e seja capaz de entender se o que ele está oferecendo é SOA”, diz o especialista.

A escolha da consultoria que vai auxiliá-lo no projeto também é questão crucial, na visão de Erl. Por mais difícil que seja encontrar profissionais aptos a trabalhar em uma arquitetura orientada a serviços, o especialista incentiva os executivos de TI a escolherem consultores independentes, que não sejam ligados a nenhum fornecedor de soluções. “Você não quer ficar preso a um fornecedor”, conclui.


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