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Negócios

Avalanche de dados agita mercado de gerenciamento de conteúdo

Pesquisa da IDC revela que departamentos de TI ainda não estão suficientemente preparados, o que deve gerar oportunidades notáveis para os fornecedores

Por Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

05 de junho de 2007 - 14h20
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Imagine 12 pilhas de livros altas o suficiente para preencher 101,3 milhões de quilômetros e chegar da Terra ao Sol. Essa é a quantidade de informações digitais – 161 exabytes –, produzidas ao longo do ano de 2006 por todos os habitantes do planeta. Detalhe: o ritmo de geração de conteúdo deve continuar a crescer a uma taxa anual de 57%, o que até 2010 será responsável por 75 pilhas capazes de fazer essa viagem espacial.


Os dados ilustram as conclusões de uma pesquisa recente encomendada pela EMC à consultoria IDC, que revelam os grandes desafios serão impostos às organizações para lidar com o volume gigantesco de informações vindouras.

De acordo com o levantamento, daqui a quatro anos, quase 70% das informações digitais serão geradas por indivíduos e as organizações serão responsáveis pela segurança, privacidade, confiabilidade e gerenciamento de quase 85% do universo digital. Além disso, mais de 95% desse universo é composto de dados não-estruturados, como e-mails, arquivos de texto, entre outros.

Na prática, isso significa que as oportunidades são crescentes para os fornecedores de sistemas de gerenciamento de conteúdo e de armazenamento, ao passo que, segundo a IDC, as infra-estruturas de TI ainda são equipadas inadequadamente para gerenciar o crescimento e fornecer os níveis de serviços exigidos nas organizações.

A consultoria também considera que adotar uma abordagem compreensiva e disciplinada para gerenciar as informações é um fator crítico neste momento, em que as organizações devem começar a rearquitetar sua infra-estrutura e implementar técnicas mais sofisticadas para transportar, armazenar, assegurar e replicar as informações adicionais e geradas dia após dia.

Para a própria EMC, que encomendou o estudo, este é justamente o momento de aproveitar a demanda. Segundo Eduardo Caetano, gerente de vendas de Content Management e Archiving da subsidiária brasileira, o período é de intensificar a abordagem ao mercado.

“No Brasil estamos vendo que as empresas passaram por uma etapa que chamamos fase do ERP, que foi a fase das informações estruturadas. Mas essas companhias perceberam que 80% - dos dados – não são estruturados. Elas estão olhando como otimizar isso, seja por uma ferramenta de gerenciamento de conteúdo, por meio de um BPM, colaboração ou algum sistema que atenda parte de compliance. Acredito que já exista esse caminho, mas eu não diria que há um ‘boom’”, sinaliza.

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