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Negócios

Para CEO da Xandros, Linux não viola patentes da Microsoft

Presidente de distribuição de Linux nega que acordo fechado com a gigante de software tenha relação com a questão de patentes.

Por COMPUTERWORLD

08 de junho de 2007 - 16h30
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O CEO da Xandros, Andreas Typaldos, ressaltou que não concorda que sua distribuição de Linux viola alguma patente da Microsoft e nem, tampouco, a gigante pediu o acordo assinado na última segunda pelas duas por este problema.

Typaldos, contudo, ressaltou que a resposta da comunidade foi: “você não deveria estar conversando com o demônio”. Ele disse à reportagem da NetworkWorld que, em momento algum, a Microsoft revelou quais seriam as 235 patentes que estariam sendo violadas pela comunidade Linux. “Nós não discutimos patentes e não acreditamos que o Linux viole alguma. Isto não existe para nós”, disse.

Os defensores de soluções de código aberto acreditam que esta é uma grande questão e que o acordo da Microsoft com a Xandros, além do pioneiro com a Novell, erode o licenciamento em código aberto, especialmente em questões de propriedade intelectual.

Para tanto, a Free Software Foundation está reescrevendo a licença pública GNU para, na versão 3.0, proibir esse tipo de acordo no futuro. Sobre isso, Typaldos afirma: “Nós não entramos em acordo que não achamos possível de lidar. Nós planejamos honrar tudo o que temos na GPLv2 e o que virá com a GPLv3. Quando você cria acordos, não pode prever o futuro, mas precisa estar confortável para lidar com o que virá”.
Ele disse que não pode ser mais específico, pois a GPLv3 ainda não está completa. “[Nosso acordo] é um olhar para o futuro, licenciando certas tecnologias”, aponta Typaldos. Ele afirma que as tecnologias vão auxiliar a Xandros a integrar seu servidor baseado em Linux- e seu software de gerenciamento com os similares da Microsoft.

Typaldos reconhece, contudo, que os clientes podem ter dúvidas sobre a questão das patentes, o que poderia leva-los a buscar algum seguro. “O Linux diz que não infringe patentes, a Microsoft diz o contrário. Mas os clientes dizem ‘deixe eu comprar alguma garantia pois, se voar alguma fagulha, não quero estar no meio disso”.

A gênese do acordo com a Microsoft, defende, está na interoperabilidade e ‘proteções’ aos seus clientes em caso de qualquer demanda de infração de patentes da MS.

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