De acordo com o Google, sistema pré-instalado no desktop violaria o acordo da Microsoft com o governo.
Por Por COMPUTERWORLD
11 de junho de 2007 - 12h22
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O Google decidiu ir aos órgãos antitruste americanos e alegar que a ferramenta de busca do Windows Vista desestimula os consumidores de usar outros sistemas.
De acordo com os dois jornais, o The New York Times e o Seattle Post-Intelligencer Saturday, o Google acusa a Microsoft de desenvolver o Vista de forma que ele desencoraje usuários de rodar seu próprio software de busca indexada.
No domingo (10/06), um porta-voz do Google, Ricardo Reyes, confirmou o processo. "O atual sistema de busca do Vista em desktops viola o acordo da companhia com o governo e prejudica os consumidores", afirmou ele, por e-mail, ao Computerworld.
"As caixas de busca construídas por meio do Vista são fortemente ligadas ao próprio desktop, sem opções para que os consumidores escolham um outro sistema. Da mesma forma, o Vista torna impraticável mudar o sistema de busca da Microsoft", explicou o porta-voz.
De acordo com comentários nos fórums de suporte da Microsoft, a única forma de desabilitar o sistema de busca do Vista é interromper o Windows Search Service no console Microsoft Management.
A Microsoft contestou a acusação da rival. "Temos trabalhado com o Estado e com os órgãos antitruste nos últimos dois anos para garantir que não existam problemas com nenhuma das características do Windows Vista", rebateu Jack Evans, porta-voz da Microsoft, justificando que o sistema de busca no desktop foi revisado com os reguladores antes do lançamento do Vista e o processo resultou em mais de uma dúzia de mudanças.
Mesmo assim, o porta-voz informou que a companhia considera fazer novas mudanças no Vista. "Apesar de não acreditarmos que existam problemas com o sistema de busca no desktop, estamos comprometidos a ir além para resolver essa questão", informou Evans.
O Google já havia levantado preocupações com o sistema de busca do Internet Explorer 7.0 da Microsoft junto aos órgãos oficiais. Em maio do ano passado, no entanto, as entidades antitruste negaram a queixa da companhia, dizendo que os usuários do IE 7.0 poderiam facilmente trocar o fornecedor do sistema de busca e que os fabricantes poderiam, inclusive, alterar o sistema padrão antes de enviar as máquinas ao varejo.
Opinião do Leitor
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