Negócios
Eletrônicos receberam 'medida tímida' para compensar queda do dólar, diz Abinee
Redução do prazo para apropriação dos créditos de PIS-Cofins nos investimentos não são suficientes para compensar as perdas causadas pelo dólar baixo, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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O setor de eletroeletrônicos recebeu um pacote “tímido” de medidas para compensar os prejuízos causados pela valorização recente do real. Essa é a avaliação de Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira das Empresas Elétricas e Eletrônicas (Abinee), frente às medidas anunciadas nesta terça-feira (12/06) pelos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
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“Recebemos de forma positiva qualquer desoneração fiscal, mas achamos o pacote muito tímido. É um paliativo que o governo está usando para compensar os efeitos danosos da supervalorização do real”, comenta Barbato.
Segundo o governo, a expectativa é que 4,3 mil companhias de todos os setores atingidos recebam esses benefícios, que gerarão um custo de 600 milhões de reais em 12 meses. “Este número de empresas beneficiadas também é estimativo. Somente as empresas que estão dispostas a fazer investimentos é que vão se beneficiar desses créditos. É algo que deveria ter sido feito há muito tempo e que está sendo realizado depois que o estrago já aconteceu”, ressalta o representante da Abinee.
Segundo o executivo, entre as outras medidas que poderiam colaborar para reduzir as perdas trazidas aos exportadores está a desoneração da folha de pagamento – que já não foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Outra alternativa também seria permitir que os exportadores mantivessem no exterior 100% do dinheiro procedente das vendas externas, em vez dos 30% atuais. Dessa forma, os bancos não saberiam quando esses dólares iriam voltar ao País evitando o movimento especulativo no mercado futuro”, aponta.
Apesar das medidas consideradas insuficientes, a indústria deverá continuar suas conversas com representantes do governo para tentar novos programas de estímulo, diz Barbato. Na avaliação da Abinee, o patamar ideal do dólar para os exportadores deveria estar entre 2,30 e 2,40 reais.
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