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Negócios

As 5 lições para se dar bem na internet

Especialista em web Marty Cagan fala sobre pontos e fortes e fracos de empresas que atuam neste mercado.

Por Luciana Coen

12 de junho de 2007 - 15h29
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Em evento promovido pela Locaweb, um dos principais palestrantes, o especialista Marty Cagan, irá falar, hoje à tarde, em São Paulo, sobre 15 lições para montar uma companhia bem-suscedida na web. O COMPUTERWORLD apurou cinco destas lições.

A primeira delas é o que ele chama de “coragem corporativa”. De acordo com o Cagan, o que acontece é que muitas empresas têm idéias boas e outras tantas pessoas acreditam – e dizem – que não vai dar certo. Um exemplo disto é o site FaceBook, que é um site de relacionamento utilizado no mundo inteiro, “muito mais bem acabado do que o Orkut, que é muito usado no Brasil”.

Em segundo lugar, é preciso ter mais foco na experiência do usuário. De acordo com o consultor, a média norte-americana em empresas cujo foco é internet é de um designer para cada 10 engenheiros. E esta média precisa mudar. “Esta relação precisa mudar. Não digo que precisa ser um para um, mas é preciso investir no design, na experiência do usuário”, afirma.

O terceiro ponto são os testes de produtos, que têm foco em bugs ou “na quantidade de telas azuis”. E na verdade ninguém testa a experiência do usuário, para ver se é boa.

Em quarto lugar vêm as escolhas de desenvolvimento dos engenheiros. “A maioria escolhe a linguagem pela produtividade e não pelo resultado em termos de produto”, afirma. Um exemplo claro disto é que é mais fácil para o engenheiro trabalhar em Java. No entanto, um produto acabado em Flash é muito melhor, embora tenha dado mais trabalho. “O engenheiro precisa entender que ele vai ter mais trabalho em Flash mas ele terá emprego aqui a um ano”, radicaliza Cagan.

A quinta dica é “prestar mais atenção em como deixar o consumidor apaixonado e menos em funcionalidades”. Ele explica que muitas empresas, como por exemplo a Microsoft com o Office, insistem em aumentar a quantidade de funcionalidades dos produtos. E na verdade, o usuário quer um produto do qual ele goste. Um exemplo deste caso é o IPod, da Apple, que não tem mais funcionalidades do que qualquer outro MP3 Player, no entanto é “apaixonante”.

Marty Cagan já passou por companhias como HP, Netscape, AmericaOnline, eBay e agora tem uma consultoria.

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