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Negócios

Sarbanes Oxley custou R$ 86 milhões a empresas brasileiras em 2006

Despesas com honorários de auditoria cresceram 66% no ano passado na comparação com 2005, segundo levantamento da consultoria Hirashima e Associados.

Por Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

12 de junho de 2007 - 10h49
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Empresas brasileiras listadas nas bolsas de valores norte-americanas gastaram aproximadamente 86 milhões de reais com honorários de auditoria para atendimento à seção 404 da lei Sarbanes-Oxley (Sarbox).

Isso é o que aponta uma pesquisa conduzida pela consultoria Hirashima e Associados referente ao ano passado. De acordo com o levantamento, os gastos representaram crescimento de 66% sobre o ano anterior.

Segundo Guillermo Braunbeck, sócio da consultoria, os custos expressivos, no entanto, não se resumem apenas à auditoria. “Tecnologia da informação provavelmente é o ‘campeão’ dos custos principalmente porque o exercício dos controles exigidos pela lei demanda plataformas tecnológicas específicas”, comenta o executivo.

Entre as tecnologias frequentemente implementadas pelas companhias especialmente para a Sarbox estão aquelas relacionadas a controle de acesso a sistemas. “E essa função tecnológica para redefinição dos perfis de acesso não se restringem apenas à implantação. Existe também o dia seguinte em que novas funções ou departamentos são criados e as empresas devem canalizar esforços para não destruírem o que construíram”, diz Braunbeck.

No entanto, a primeira impressão é que a Sarbanes-Oxley não causou grandes transtornos às empresas brasileiras submetidas à legislação. Até a última sexta-feira (08/06), 13 das 30 empresas listadas nas bolsas norte-americanas já haviam divulgado o formulário 20-F – com os resultados da avaliação de controles da seção 404 – e todas apresentaram avaliações favoráveis sobre a eficácia dos procedimentos internos, sem ressalvas.

De acordo com o executivo, nos Estados Unidos só no primeiro ano depois da adequação 15% das empresas declararam ter deficiências em seus controles.

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