Negócios
Mobile banking: experiência vem das savanas
Em entrevista ao COMPUTERWORLD, CEO do First National Bank, da África do Sul, afirma que serviço é lucrativo há mais de uma no.
Por Rachel Rubin, especial para o COMPUTERWORLD
O serviço de mobile banking do First National Bank (FNB), da África do Sul, existente desde 2005, já registra aproximadamente 1 milhão de transações por mês e movimentou mais de 30 milhões de dólares. De acordo com Len Piennar, CEO da área móvel do FNB, o serviço já é lucrativo há mais de um ano.
A solução adotada pelo FNB é baseada em uma combinação de software livre e SMS e pode ser utilizada em qualquer celular, de qualquer rede e qualquer tecnologia. A transação mais efetuada é a compra de minutos para celulares pré-pagos, que corresponde a mais da metade do total de transações realizadas por mês.
O processo se baseia em o cliente enviar uma senha por SMS ao banco solicitando um serviço e depois mandando um número de identificação pessoal para confirmar o pedido. Acompanhe abaixo a entrevista de Pienaar, um dos keynote speakers do Ciab, ao COMPUTERWORLD.
COMPUTERWORLD – O FNB é hoje um dos líderes de mercado na África do Sul quando o assunto é mobile banking. Como o senhor avalia o impacto desse projeto no banco?
Len Pienaar – As transações via celular provaram ser o canal de mais baixo custo do banco. Isso nos permite repassar tarifas mais atraentes aos clientes. Nosso foco inicial era oferecer esse canal aos clientes já existentes, mas, a julgar pela popularidade que esse serviço alcançou, ganhamos muitos novos usuários.
Mas o benefício mais pertinente desse canal é nossa habilidade de extender um canal digital de relacionamento a todas as casas sul-africanas. Isso era algo que não conseguíamos fazer antes desse projeto, considerado até então inviável financeiramente.


