Negócios
Em busca de um padrão
Especialistas em mobile banking que estarão no Ciab 2007 falam sobre desafios da área e do papel do CIO como gestor de iniciativas de mobilidade.
Por Rachel Rubin, especial para o COMPUTERWORLD
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Se você é gestor de TI de um banco ou convive com um colega que trabalha no setor, já sabe: um dos assuntos mais discutidos pelas rodinhas de CIOs de instituições financeiras é mobile banking, considerado “a terceira onda de automação bancária”.
As vantagens e os poréns são muitos – desde a maior capilaridade proporcionada por esse canal de relacionamento a desafios técnicos e culturais. Afinal, não há um aplicativo padrão para mobile banking e o brasileiro ainda vê o celular apenas como um aparelho para fazer chamadas telefônicas, um empecilho para que os bancos tenham escala e compensem os custos operacionais envolvidos em transações desse tipo.
Não à toa, na 17ª edição do Ciab 2007, programado para acontecer em São Paulo entre hoje e sexta-feira (15/06), mobilidade será o tema central – e COMPUTERWORLD antecipa o que pensam a respeito desse assunto alguns dos palestrantes mais aguardados, como Len Pienaar, CEO do FNB (First National Bank), banco sul-africano que conseguiu a proeza de reunir um milhão de usuários de mobile banking, atingindo a margem de 1 milhão de transações mensais realizadas através desse meio.
O alcance considerável dos caixas eletrônicos (a “primeira onda”) e do internet banking (a “segunda onda”) no Brasil, esse último utilizado, só em 2006, por mais de 27 milhões de brasileiros, segundo pesquisa da Febraban, tornam mais próxima uma situação de auto-atendimento pelo telefone celular.
Nesse cenário estão incluídos desde alertas SMS (serviço de mensagens curtas de texto) como prova de autenticação depois que o cliente faz uma transação com cartão de crédito, por exemplo – a modalidade mais comum hoje –, até transações financeiras usando o celular, o grande “xis” da questão.
“Se resolvermos esses desafios, acredito que o volume de transações com mobile banking chegue a uns 10% do total realizado em um banco”, acredita Maurício Ghetler, diretor da MG Systems Consultoria e Sistemas.
Potencial é o que não falta para isso: segundo a Anatel, há mais de 102 milhões de assinantes de telefonia móvel no País – incluindo aí grande parcela da população desbancarizada, ou seja, que não possui conta corrente.
Na previsão do Gallup, o total de pagamentos via celular até 2008 deve atingir nada menos que 4,2 trilhões de reais. E, de acordo com um relatório da Forrester sobre TI nos bancos brasileiros, mobilidade já está na pauta de 100% das instituições.
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