Negócios
Em busca de um padrão
Por Rachel Rubin, especial para o COMPUTERWORLD
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No radar
A agenda da corretora Ágora Sênior, por exemplo, prevê o assunto mobilidade há algum tempo. No ano passado, por exemplo, ela lançou um serviço de compra e venda de ações pelo celular.
Mas, segundo Guilherme Horn, diretor de TI da empresa e que vai contar sua experiência no Ciab, não houve demanda suficiente por parte dos usuários para utilizar o serviço. A solução foi voltar atrás e oferecer informações pelo aparelho, e não transações.
“Não é mais o foco principal [transações via celular], mas voltaremos a analisar essa possibilidade no futuro, principalmente depois da maior maturidade do mercado em geral”, afirma.
Para que esse cenário se solidifique, é exigido da parte de TI apostar não só em convergência tecnológica e integração com arquitetura e legado, mas também nas habilidades do CIO em gerir tudo isso.
“Como o mobile banking permite acessar informações em tempo real, é preciso ter todos esses dados integrados para que as respostas sejam rápidas. O segredo de uma boa gestão de TI é saber entregar o que há na infra-estrutura”, alerta Rey Villanueva, líder internacional de serviços de integração da Bearing Point e que será um dos keynote speakers do Ciab.
Para ele, o mercado brasileiro, apesar das indefinições, já tem “sabor internacional”, ou seja, tem tudo para ter visibilidade lá fora, como aconteceu com as iniciativas de internet banking, nas quais o País serve de parâmetro.
Ghetler, que foi CIO por um bom tempo, observa que a maioria dos colegas têm dúvida de como encaminhar os projetos de mobile banking à alta direção do banco.
Uma habilidade imprescindível a esses profissionais, segundo as recomendações, é ter jogo de cintura para aliar as demandas das áreas de negócios e as exigências de ROI (retorno sobre o investimento) da alta diretoria e, ao mesmo tempo, manter-se receptivo à proposta de interoperabilidade entre sistemas de pagamento pelo celular, já que hoje cada banco e cada operadora vem trabalhando com um modelo próprio.
Muito provavelmente, as maiores expectativas em relação ao Ciab sejam no sentido de estabelecer um padrão. “Espero que a Febraban crie um modelo de aplicação que possa rodar em todos os celulares. No caso de internet banking, é mais fácil implantar porque o browser é onipresente, mas no mobile não existe algo similar”, comenta Ghetler.
A Febraban já criou um grupo de trabalho para definir esse padrão e é possível que no evento dessa semana ocorram algumas definições, como a de um modelo de clearing (câmara de compensação) que processará as transações de m-payment (mobile payment), similar ao do SPB (Sistema de Pagamento Brasileiro).
“O Brasil é um País com uma federação de bancos muito forte, com tradição na criação de padrões importantes”, diz Ghetler, otimista.
E os riscos?
Outro tópico que deve chamar bastante a atenção é o de segurança em mobile banking. Alguns CIOs se amparam em avanços como o WAP 2.0, tecnologia que a princípio garante mais segurança às transações, e o SIM Card, usado nos celulares GSM e que permitem a inclusão de uma chave criptográfica do banco dentro do próprio chip.
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