Negócios
Em busca de um padrão
Por Rachel Rubin, especial para o COMPUTERWORLD
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Muitos desses executivos acreditam que o pacote de serviços móveis é um canal complementar para o cliente e que não irá substituir nenhum outro. Ghetler não supõe que o uso de mobile banking, em termos de número de transações, ultrapasse o de internet banking, mas em número de usuários cadastrados, sim.
Em sua opinião, uma aplicação modelo para mobile tende a ser mais segura que de internet. “A aplicação é mais segura porque é mais dedicada. O browser não nasceu para isso, é um instrumento genérico de navegação. Sem contar que internet depende de inclusão digital, já celular quase todos têm”, argumenta.
Mas falar em bancarização via mobile banking é um tanto quanto polêmico. Para Carlos Carnevale Jr., gerente de desenvolvimento de negócios da Cisco para a América Latina, as aplicações para celular são limitadas pelo fato de a maioria dos celulares no Brasil ser pré-paga e não suportar tecnologias mais complexas, desde browser até linguagem Java. “O canal viabilizador da bancarização no País serão os correspondentes bancários mesmo”, aposta o executivo.
E de nada adianta contar com padrões claros se não houver uma popularização de smartphones com acesso à internet, o que depende também de uma política de preços atraente por parte das operadoras.
“Hoje, para quem trabalha com SMS, paga-se por mensagem. Isso assusta o cliente final, que não tem uma previsão de gastos. É preciso estabelecer uma tarifa flat para mobile banking, aí a operadora ganharia na quantidade”, defende o diretor da MG Systems. Eis aí mais uma habilidade necessária aos CIOs e a todos os envolvidos na expansão de mobile banking: saber dialogar.
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