Negócios
CPqD confirma uso da TV Digital para atividades bancárias
Instituições financeiras podem usar o novo padrão de televisão para fazer transações utilizando o controle remoto do aparelho para conduzir as ações
Por Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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A partir do começo da TV Digital no Brasil será possível pagar contas bancárias por meio do aparelho de televisão, por meio dos recursos de interatividade do padrão, segundo anuncia o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).
O Centro criou uma solução capaz de viabilizar operações bancárias, como consultas a saldos e extratos, transferências de valores e aplicações, por meio de uma TV Digital, que já tem atuação técnica e regulatória. "No começo serão consultas básicas, depois isso será ampliado para pagamentos e outras funções", explica Élcio Polezer, gerente de mercado financeiro.
Batizada de CPqD T-banking, a ferramenta é considerada pelos bancos meio que tende a complementar os canais de serviços de auto-atendimento já existentes, como a internet, o telefone e os caixas eletrônicos. Até agora, Polezer diz que três bancos já estão em contato para serviços desde a consultoria até a implementação da solução usando os sistemas dos bancos. "Acreditamos que entre três e cinco instituições deverão começar a oferecer o serviço já no início da transmissão do sinal de TV Digital, previsto para três de dezembro", conta.
Para o desenvolvimento da solução, o CPqD fez um estudo de viabilidade do serviço no Brasil, considerando as premissas-chave do setor financeiro, como os requisitos de segurança, projeção de demanda, grau de interesse pelo serviço no País e projeção de investimentos dos bancos para a implementação do serviço.
A oferta inclui uma consultoria estratégica, além do fornecimento de uma aplicação. Para cada banco é feito um projeto, com especificações técnicas de seus sistemas legados e análise do modelo de negócios, considerando todas as variáveis e os processos internos e externos. Feito sob medida, o projeto inclui ainda um piloto junto a uma parcela de clientes, antes da disponibilização total.
O CPqD aposta na solução, porque avalia que a interface do usuário com o aparelho de televisão é mais amigável em comparação com outras soluções, como o celular, os handhelds etc.
Apesar disso de o governo e o Fórum Nacional de TV Digital ainda não terem decidido qual será o canal de retorno para garantir a interatividade do novo sistema de televisão, Polezer afirma que a solução está preparada para qualquer tipo de canal, como a operadora de telefonia fixa, canal de cabo, rede WiFi e WiMax.
Mesmo diante do anúncio, executivo envolvidos com as decisões de TV Digital garantem que não haverá interatividade no começo das transmissões do sinal digital de TV. Um dos integrantes do Fórum, Marcelo Zuffo, da USP, confirma comentários. “É uma decepção e eu acho uma pena, mas a princípio só vai ter melhoria de imagem e som, nada mais”, comenta.
O executivo diz ainda que é muito difícil cumprir tudo o que está no cronograma de lançamento da TV Digital, porque o Brasil está trabalhando com prazo de primeiro mundo, apesar de ser um terceiro mundista.
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