Negócios
Tecnologia está pronta para explosão crescente do home broker, diz Bovespa
Infra-estrutura não será o problema para as corretoras ou para a bolsa mesmo com o constante crescimento das transações realizadas de forma online, segundo CIO da Bolsa.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Infra-estrutura não será problema para corretoras ou mesmo para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com o volume crescente de transações realizadas via internet, no chamado modelo home broker. A análise é do CIO da Bovespa, Luiz Gonzaga Simões, que participou de um painel no primeiro dia do CIAB 2007, iniciado nesta quarta-feira (13/06).
"Tanto as corretoras quanto a própria Bolsa têm conseguido de forma notável acompanhar o crescimento das transações. Isso em virtude dos investimentos antecipados que essas instituições tradicionalmente realizam", aponta.
No mês de maio, o home broker da Bovespa atingiu novos recordes, com volume mensal de 13 bilhões de reais, frente a 10,7 bilhões de reais em abril. O total de negócios realizados foi de 1,5 milhão, frente a 1,3 milhão de reais no mês anterior. O número de investidores com ofertas colocadas chegou a 112,9 mil, sobre 106,9 em abril. Já a participação na quantidade de negócios na Bolsa chegou a 27,24%.
Gonzaga não cita números, mas afirma que existe uma perspectiva de crescimento notável para as transações neste ano. "A quantidade de negócios vai depender da economia, mas podemos dizer que tecnologia não será o problema. O mercado está preparado", afirma.
No entanto, apesar das palavras de tranqüilidade do CIO frente ao futuro, tanto as corretoras quanto a Bolsa ainda precisam lidar com um fato que desagrada os investidores de home broker: a lentidão excessiva ou inoperância dos sistemas que processam as ordens de compra ou venda de ações online em dias de grande volatilidade do mercado.
De acordo com Gonzaga, o fato acontece em virtude da grande concentração de entrada de ordens sobre um determinado papel. A corretora que se comunica à Bovespa não tem um retorno tão rápido justamente em virtude do grande volume de processamentos que acabam por sobrecarregar os sistemas naquele momento. "A distribuição de recursos de tecnologia é feita caso a caso e os papéis mais transacionais recebem mais infra-estrutura de distribuição. Dessa forma, formam-se filas de ofertas em determinada fração de segundo", comenta.
Guilherme Horn, diretor de TI da corretora Agora Sênior, conta que o tempo para processamento de transações na corretora é de 0,4 segundos, mas em momentos de pico pode chegar a 3 minutos.
Gonzaga, da Bovespa, porém, minimiza a questão e assinala que essas ocorrências são pontuais e que os indices de disponibilidade são acima de 99%. Hoje, cerca de 8 mil papéis representam 90% das transações da Bolsa.
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