Negócios
Empreendedores: Empresário vence com terceirização de infra-estrutura
Depois de passar por tempos difíceis com chefes no exterior, dono da Ascenty comemora excelentes resultados e dobra faturamento.
Por Luciana Coen
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Daniel Amato, dono da Ascenty, transformou o seu momento profissional mais frágil em oportunidade de negócios. Recém-formado pela UVSC (Utah Valley State College, nos Estados Unidos), Amato voltou ao Brasil em 1998 como principal executivo de operações da norte-americana Global Services. A companhia provia infra-estrutura de TI para terceirização de sistemas.
No Brasil, o modelo foi bem aceito por pequenas empresas. Rapidamente a subsidiária brasileira alcançou a marca de quatro mil clientes, que usavam máquinas hospedadas nos Estados Unidos. Os negócios iam muito bem até que a Global Services foi vendida para a About Company.com.
A nova empresa decidiu que o mercado latino-americano não era interessante. Eles iam investir na Europa. O datacenter seria desligado em um mês. “O que eu ia fazer com os meus 4 mil clientes e uma operação rentável nas mãos?”, perguntou-se Amato. No mesmo mês, o executivo decidiu investir todo o capital que tinha disponível na construção de datacenters aqui no Brasil e abrir a Ascenty, hoje uma das provedoras e quarteirizadoras de infra-estrutura que mais crescem no País.
Mas antes de chegar ao que é hoje, entre 2001 e 2002, Amato passou por tempos difíceis. A proposta da empresa era inovadora: vender software as a service (sigla conhecida como SAAS, que em português significa software como serviço). No mesmo período os quatro mil pequenos clientes transformaram-se em 350 das maiores empresas do País e a companhia voltou a lucrar. Entre os parceiros da Ascenty hoje estão Neoris, Rentech, Benner, entre outras.
Em 2003, o negócio começou a crescer novamente, a taxas de 30% ao ano. De acordo com Amato, a previsão em 2007 é dobrar o faturamento. Ainda assim, o executivo ainda encontra tempo para fazer o que acredita ser o mais importante na vida de um empresário: “peoplework”, ou seja, cuidar de pessoas, conversar, escolher os profissionais certos, montar um time coeso.
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