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Negócios

Casas Bahia definem meta para ingressar no comércio eletrônico

Rede varejista deve quebrar o tabu das vendas online quando o número de clientes de seus cartões de crédito atingir 4 milhões.

Por Daniela Braun, do IDG Now!

20 de junho de 2007 - 09h10
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A internet deixou de ser tabu para a maior rede varejista do País. Em entrevista publicada no jornal O Estado De São Paulo, nesta terça-feira (19/06), Michael Klein, diretor-executivo das Casas Bahia, afirmou que a empresa já tem uma meta para ingressar no varejo online.

O objetivo, confirmado pela assessoria de imprensa da rede, é iniciar as vendas online quando a base de clientes de cartões de crédito das Casas Bahia atingir 4 milhões. Hoje, a empresa possui 2,5 milhões de cartões emitidos com sua marca.

Embora mais de 80% dos compradores online ainda representem as classes A e B, a classe C, que se encaixa no foco da rede varejista, vem ganhando representatividade no e-commerce brasileiro, avalia Pedro Guasti, diretor da consultoria e-bit.

"Estamos observando a popularização dos microcomputadores e do acesso em banda larga, fators que devem mexer nas decisões deste grupo", observa.

Segundo a consultoria, o comércio eletrônico deve faturar 6,5 bilhões de reais este ano, o que representa um crescimento de cerca de 45% em relação ao resultado de 2006 - 4,4 bilhões de reais.

Por enquanto o site www.casasbahia.com.br mantém seu perfil institucional e não há detalhes a respeito de planos estruturais para a operação de e-commerce. A rede não confirma a informação da reportagem sobre a entrada no e-commerce em 2008.

"Certamente é outro tipo de negócio. Eles terão de investir em tecnologia, ter um time dedicado à operação de e-commerce, um Centro de Distribuição exclusivo ou pelo menos um espaço dedicado às vendas online", avalia Guasti.

Embora tardia, a entrada das Casas Bahia na internet promete balançar a concorrêcia já estabelecida no canal online, hoje dominado por Lojas Americanas, Magazine Luiza e Ponto Frio. "Eles têm a grande vantagem de contar com uma marca reconhecida em todo o País. Certamente é um gigante adormecido", conclui o consultor.

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