Negócios
Cobra Tecnologia extrapola despesas em 2006
Segundo o TCU, a integradora é uma das cinco empresas estatais que extrapolaram as despesas em relação ao que estava previsto inicialmente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Por COMPUTERWORLD
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A integradora Cobra Tecnologia foi uma das cinco estatais apontadas pelo
relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) a extrapolarem as
despesas em relação às metas estipuladas pelo governo na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2006.
De acordo com o
documento, que não revelou o valor desembolsado ou o previsto, além da
Cobra estiveram na mesma situação Petrobras, Infraero, Braspetro e a
Companhia Energética de Alagoas.
Embora tenha aprovado as
contas, o TCU fez ressalvas aos Ministérios de Minas e Energia, da
Defesa e da Fazenda – supervisores das empresas, inclusive da Cobra
Tecnologia –, para que adotem medidas no sentido de exigir de suas
subordinadas o cumprimento dos limites dos montantes designados no
orçamento para as respectivas ações.
Procurados pela reportagem do COMPUTERWORLD, representantes da Cobra
Tecnologia ainda não foram localizados para comentar o assunto.
A divergência entre as metas estipuladas pelo governo na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o que é cumprido no Orçamento anual
foi a primeira das 27 ressalvas feitas pelo ministro do Tribunal de
Contas da União (TCU) Ubiratan Aguiar ao avaliar as contas do governo
federal do ano passado. O relatório do ministro, aprovado na
terça-feira (19/06) por unanimidade, também apresenta 21 recomendações
ao governo federal.
Segundo o relatório, cerca de 30% das ações
definidas na LDO como prioritárias não foram sequer acolhidas no
orçamento. Outras, ainda que incluídas na lei orçamentária, não foram
executadas no orçamento de 2006.
O ministro apontou a falta de
controle das transferências voluntárias, decorrentes de emendas
parlamentares ou de propostas do Executivo. Segundo ele, em 2006 esse
tipo de repasse alcançou o valor de 15,1 bilhões de reais. “Os
trabalhos realizados evidenciam graves problemas em todas as fases que
envolvem as transferências voluntárias. Além da inexistência de
planejamento, foi observado que o contingenciamento e a execução
seletiva dos restos a pagar provocam reflexos negativos no repasse
desses recursos”, afirma Aguiar.
O relatório do ministro
Ubiratan Aguiar também criticou a grande quantidade de convênios,
contratos de repasse e termos de parceria com prestação de contas
pendentes. “A fiscalização da execução dos convênios é praticamente
inexistente, ou por carência de pessoal ou pela falta de parâmetros
técnicos e financeiros adequados”, avalia.
Outra recomendação de Aguiar é que o governo regulamente o empenho
de despesas ao longo do exercício orçamentário, para tentar reduzir os
chamados “restos a pagar” não-processados, evitando o comprometimento
da programação financeira dos exercícios seguintes. “Quando isso
acontece, você passa a ter dois orçamentos para executar: a Lei
Orçamentária atual e as verbas do orçamento anterior, e isso ocasiona
problemas de controle e de fiscalização, além de permitir uma série de
ações de natureza política que não são saudáveis”, explicou o ministro.
O
ministro explicou que, apesar das 27 ressalvas, o conjunto de ações não
contaminou as contas do governo de modo a classificá-las como
irregulares.
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