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Negócios

Empreendedores: Quando a oportunidade bate a porta

Haim Mesek, sócio da Meantime – fabricantes de jogos para celular – conta como identificou o negócio e manteve a atuação com inovações para o setor.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

21 de junho de 2007 - 07h05
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A iniciativa de procura pelos serviços em Java foi de uma fabricante de aparelhos celulares, mas a percepção de que isso era um grande negócio foi mérito de Geber Ramalho e Haim Mesel.

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Os profissionais começaram como consultor e gerente de projeto, respectivamente, para a Motorola (empresa em questão) e, em seguida, perceberam que isso era uma demanda de mercado e não só da companhia. Por isso, procuraram o Centro de Estudos E Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), que também é uma incubadora de empresas e também uma venture capital, que aceitou investir no projeto.

Em pouco tempo, a companhia fundada, que nasceu oficialmente em 2003 e foi batizada de Meantime, identificou que poderia inclusive produzir conteúdo para as operadoras. “Hoje já criamos produtos com a marca Airton Senna, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, com o piloto de fórmula Indi Hélio Castro Neves e muitos outros”, enumera Mesek.

A produção varia de sete a dez jogos por mês e a empresa atende a cerca de 30 clientes, entre operadoras e fabricantes de celulares. “No entanto sempre soubemos que esse modelo de negócio exige ganho de escala e por isso pensamos em vender para fora do Brasil e em inovação”, conta. Atualmente, 30% dos negócios da companhia são provenientes da exportação de seus mais de 200 jogos próprios e de terceiros nos EUA, Austrália, além de países do continente europeu, asiático e latino-americano.

O que mantém o destaque da Meantime, no entanto, são as inovações que traz aos produtos que desenvolve, o que inclusive já rendeu vários prêmios de inovação à empresa. “Fomos os primeiros a fazer jogos multiplayers, que permitem que várias pessoas disputem entre si em outros aparelhos e em diferentes localidades, o que foi uma grande novidade”, exemplifica.

Os fatores que tornam a companhia inovadora, segundo Haim, não é apenas esse ou aquele produto. Segundo ele, é um conjunto de fatores como o espírito empreendedor do seu sócio, Geber, que cuida de inovação e também a formação da equipe de 35 colaboradores que construíram. A razão que a diferencia dos restantes das companhias, entretanto, é a percepção que teve antes de qualquer um do rumo que o mercado tomaria. “Isso nos fez tomar as rédeas do setor e hoje temos relação com quase 100% das operadoras e fabricantes”, afirma.

Diante de sua realidade e do cenário corporativo, a empresa visualiza o futuro daqui cinco anos de forma realista. “O mercado passa por um momento de consolidação. Provavelmente ou nos fundiremos com alguma organização ou seremos adquirido”, diz.

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