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Negócios

O novo empreendedor de TI

Conheça quatro start-ups cujos criadores conseguiram montar negócios com crescimento vertiginoso, nas áreas de infra-estrutura, software livre, segurança e mobilidade.

Por Equipe COMPUTERWORLD

21 de junho de 2007 - 13h00
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Em um quarto de hotel no Novo México, Bill Gates e Paul Allen passavam a noite programando, enquanto ouviam acid rock no último volume e tomavam litros de Coca-Cola. A linguagem de programação que desenvolviam, ainda em tiras de papel, era o embrião da Microsoft. Ao mesmo tempo, na ensolarada Califórnia, Steve Jobs, Steve Wozniak e mais um punhado de ‘funcionários’, criavam a base do que seria a Apple.

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Era o final da década de setenta e a indústria de tecnologia pessoal nascia, dando seus primeiros passos para se transformar na terceira maior do mundo. Hoje, TI é um mercado diferente. O COMPUTERWORLD escolheu quatro empresas iniciantes destacadas em quatro setores diferentes: infra-estrutura, segurança, software livre e desenvolvimento para games. Veja os caminhos trilhados por estas companhias e seus criadores.

Daniel Amato, dono da Ascenty, transformou o seu momento profissional mais frágil em oportunidade de negócios. Recém-formado pela UVSC (Utah Valley State College, nos Estados Unidos), Amato voltou ao Brasil em 1998 como principal executivo de operações da norte-americana Global Services. A companhia provia infra-estrutura de TI para terceirização de sistemas.

No Brasil, o modelo foi muito bem aceito por pequenas empresas. Rapidamente a subsidiária brasileira alcançou a marca de quatro mil clientes, que usavam máquinas hospedadas nos Estados Unidos. Os negócios iam muito bem até que a Global Services foi vendida para a About Company.com.

A nova empresa decidiu que o mercado latino-americano não era interessante. Eles iam investir na Europa. O datacenter seria desligado em um mês. “O que eu ia fazer com os meus 4 mil clientes e uma operação rentável nas mãos?”, perguntou-se Amato. No mesmo mês, o executivo decidiu investir todo o capital na construção de datacenters aqui no Brasil e abrir a Ascenty, hoje uma das provedoras e quarteirizadoras de infra-estrutura que mais crescem no País.

Mas antes de chegar ao que é hoje, entre 2001 e 2002, Amato passou por tempos difíceis. A proposta da empresa era inovadora: vender software as a service (sigla conhecida como SAAS, que em português significa software como serviço). No mesmo período os quatro mil pequenos clientes transformaram-se em 350 das maiores empresas do País e a companhia voltou a lucrar. Entre os parceiros da Ascenty hoje estão Neoris, Rentech, Benner, entre outras.

Em 2003, o negócio começou a crescer novamente, a taxas de 30% ao ano. De acordo com Amato, a previsão em 2007 é dobrar o faturamento. Ainda assim, o executivo ainda encontra tempo para fazer o que acredita ser o mais importante na vida de um empresário: “peoplework”, ou seja, cuidar de pessoas, conversar, escolher os profissionais certos, montar um time coeso.

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