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Negócios

O novo empreendedor de TI

Por Equipe COMPUTERWORLD

21 de junho de 2007 - 13h00
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Diferentemente de Amato, que trabalhou sozinho, a Aker foi construída com quatro sócios, colegas da sala de ciências da computação da Universidade Federal de Brasília (UNB). A empresa é a evolução de um projeto de conclusão de curso e investimento de 4 mil reais. Em 1997 começou a Aker, empresa de segurança da informação com foco em firewall.

A máquina utilizada para essa primeira construção foi carinhosamente apelidada de Frank, uma homenagem à criação do Doutor Frankstein do livro da inglesa Mary Shelley. “O computador tinha placa-mãe de um outro amigo, o teclado era emprestado e o gabinete não fechava por que as placas eram maiores”, relembra Rodrigo Fragola, diretor da Aker e um dos idealizadores. Ele conta que a decisão de vender a ferramenta passava por um ponto simples: uma solução ideal para o momento do mercado.

Mas antes que o lançamento comercial acontecesse, um dos fundadores desistiu e resolveu continuar como funcionário de outra empresa. Os três que ficaram – Rodrigo Fragola, Rodrigo Ormonde e Marco Sarres – optaram por continuar o projeto da Aker e vender o firewall em um mercado que contava com concorrentes como a fortíssima Checkpoint e a extinta Altavista.

“A nossa primeira venda, jamais vou esquecer, foi para a procuradoria geral do trabalho, cliente até hoje. O valor foi de 12,8 mil reais. Esse dinheiro foi suficiente para manter a empresa por seis meses”, conta Fragola. O faturamento naquele ano foi de 75 mil reais.

No ano seguinte, 1998, o cenário apontava boas perspectivas. Fragola ressalta que, durante aquele ano, a Aker também estabeleceu seu suporte de pré e pós venda, uma das condições que o diretor vê como diferencial fundamental da empresa no mercado. O faturamento registrou alta impressionante. Dos 75 mil reais do primeiro ano, a Aker gerou mais de 500 mil reais com a sua nova estrutura.

Em 2000, a empresa abriu um escritório em São Paulo, para ganhar espaço no setor de corporações privadas. Contudo isto foi e tem sido um grande desafio. “É comum empresas do Distrito Federal comprarem de fornecedores de São Paulo. O contrário, não”, resume Fragola. Ainda assim, o faturamento deu mais um salto: 1,2 milhões de reais.

Em 2002, a Aker enfrenta um novo desafio: o mercado não aceita mais solução de firewall apenas em software. “Começamos a montar o hardware. Compramos de distribuidores importados e de locais”, explica Fragola. Hoje, 99% das vendas são em appliance. Como resultado, em 2002, a empresa registrou 6 milhões de reais em faturamento.

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