Negócios
O novo empreendedor de TI
Por Equipe COMPUTERWORLD
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A iniciativa de procura pelos serviços em Java foi de uma fabricante de aparelhos celulares, mas a percepção de que isso era um grande negócio foi mérito de Geber Ramalho e Haim Mesel.
Os profissionais começaram como consultor e gerente de projetos, respectivamente, para a Motorola e, em seguida, perceberam que isso era uma demanda de mercado. Por isso, procuraram o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R), que também é uma incubadora de empresas e uma venture capital, que aceitou investir no projeto.
Em pouco tempo, a companhia fundada, que nasceu oficialmente em 2003 e foi batizada de Meantime, identificou que poderia também produzir conteúdo para as operadoras. “Hoje já criamos produtos com a marca Airton Senna, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, com o piloto de fórmula Indi Hélio Castro Neves e muitos outros”, enumera Mesek.
A produção varia de sete a dez jogos por mês e a empresa atende a cerca de 30 clientes, entre operadoras e fabricantes de celulares. “No entanto sempre soubemos que esse modelo de negócio exige ganho de escala e por isso pensamos em exportar”, conta. Atualmente, 30% dos negócios da companhia são provenientes da exportação de seus mais de 200 jogos próprios e de terceiros nos EUA, Austrália, além de países do continente europeu, asiático e latino-americano.
Diante de sua realidade e do cenário corporativo, a empresa visualiza o futuro daqui cinco anos de forma realista. “O mercado passa por um momento de consolidação. Provavelmente ou nos fundiremos com alguma organização ou seremos adquiridos”, diz.
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