Negócios
BI não vai acabar com mercado de análise preditiva
Diretor-geral da SPSS no Brasil, Ricardo Ventura, diz que sempre houve competição entre os mercados, mas que há no mínimo dois fatores que garantem a vitalidade do data mining.
Por Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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A necessidade das empresas de analisar dados e também desenhar a expectativa de negócios e mercados futuros continua grande e, apesar das fornecedoras de ferramentas de business intelligence (BI) terem adicionado às ofertas funcionalidades desse tipo, a demanda por sistemas de data mining e análise preditiva não pára de crescer.
Quem
defende a tese é o diretor-geral da SPSS no Brasil, Ricardo Ventura. O
principal executivo da companhia especializada em soluções de análise e
previsão diz que sempre existiu competição entre os dois segmentos, com
destaque no começo desse processo para a interseção de discursos.
“Depois as empresas de BI adicionaram capacidades, mas eles ainda não
têm condições de prever o futuro”, garante.
O executivo diz que
não compensa para essas empresas investirem tanto para chegar ao nível
de precisão e complexidade que as empresas que, como a SPSS, nasceram
com esse foco. “Nosso poder analítico é muito mais amplo e oferecemos
quatro ou cinco análises que confirmam as previsões”, afirma.
Entretanto,
Ventura explica que esse é um mercado com alto grau de modificação e
que não sabe o que vai acontecer daqui dois anos. “Não sei se as
companhias de BI vão descer para o nível de infra-estrutura ou se nós
subiremos para competir em pé de igualdade”, avalia. O que se sabe é
que exemplos antigos que comparavam o retrovisor de um carro ao BI e o
vidro da frente ao data mining já não são tão eficientes, porque um já
assumiu habilidades do outro.
A certeza de que a adoção das
ferramentas de análise preditiva vai continuar em alta vem por duas
razões. A primeira é o fato de que não são os CIOs que normalmente
compram esse tipo de solução, e sim as áreas em cuja demanda aparece –
como no caso de um banco que pretende avaliar créditos. “Por isso não
temos a concorrência de quem pode preferir comprar sistemas em pacote,
como é comum”, relata.
Mesmo quando isso acontece – e segunda
Ventura é com bastante freqüência – a empresa com grande necessidade de
análise e previsão de dados acaba por procurar serviços desses
fornecedores de data mining, que tem mais experiência e oferecem
ferramentas com mais qualidade. “O discurso do BI para atender as
necessidades de análise de cenários futuros se esgota rapidamente”,
considera.
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