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Negócios

BI não vai acabar com mercado de análise preditiva

Diretor-geral da SPSS no Brasil, Ricardo Ventura, diz que sempre houve competição entre os mercados, mas que há no mínimo dois fatores que garantem a vitalidade do data mining.

Por Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

22 de junho de 2007 - 08h15
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A necessidade das empresas de analisar dados e também desenhar a expectativa de negócios e mercados futuros continua grande e, apesar das fornecedoras de ferramentas de business intelligence (BI) terem adicionado às ofertas funcionalidades desse tipo, a demanda por sistemas de data mining e análise preditiva não pára de crescer.


Quem defende a tese é o diretor-geral da SPSS no Brasil, Ricardo Ventura. O principal executivo da companhia especializada em soluções de análise e previsão diz que sempre existiu competição entre os dois segmentos, com destaque no começo desse processo para a interseção de discursos. “Depois as empresas de BI adicionaram capacidades, mas eles ainda não têm condições de prever o futuro”, garante.


O executivo diz que não compensa para essas empresas investirem tanto para chegar ao nível de precisão e complexidade que as empresas que, como a SPSS, nasceram com esse foco. “Nosso poder analítico é muito mais amplo e oferecemos quatro ou cinco análises que confirmam as previsões”, afirma.


Entretanto, Ventura explica que esse é um mercado com alto grau de modificação e que não sabe o que vai acontecer daqui dois anos. “Não sei se as companhias de BI vão descer para o nível de infra-estrutura ou se nós subiremos para competir em pé de igualdade”, avalia. O que se sabe é que exemplos antigos que comparavam o retrovisor de um carro ao BI e o vidro da frente ao data mining já não são tão eficientes, porque um já assumiu habilidades do outro.


A certeza de que a adoção das ferramentas de análise preditiva vai continuar em alta vem por duas razões. A primeira é o fato de que não são os CIOs que normalmente compram esse tipo de solução, e sim as áreas em cuja demanda aparece – como no caso de um banco que pretende avaliar créditos. “Por isso não temos a concorrência de quem pode preferir comprar sistemas em pacote, como é comum”, relata.


Mesmo quando isso acontece – e segunda Ventura é com bastante freqüência – a empresa com grande necessidade de análise e previsão de dados acaba por procurar serviços desses fornecedores de data mining, que tem mais experiência e oferecem ferramentas com mais qualidade. “O discurso do BI para atender as necessidades de análise de cenários futuros se esgota rapidamente”, considera.

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