Negócios
IBM inaugura centro de novas tecnologias para mainframe
Companhia investe 3 milhões de dólares na unidade que é a pioneira na América Latina. Objetivo é conduzir e testar a adoção de tecnologias emergentes, sobretudo, em projetos de clientes.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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O Brasil é o primeiro país da América Latina escolhido pela IBM para
instalar seu centro de desenvolvimento de novas tecnologias para
mainframes, o System Z Center. A unidade, oficializada nesta
sexta-feira (22/06), demandou investimentos da ordem de 3 milhões de
dólares em equipamentos e pessoal e tem a meta de conduzir e testar a
adoção de tecnologias emergentes.
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Segundo Paulo Carvão, vice-presidente mundial de vendas de Software
para Mainframes e idealizador da unidade, o centro terá sua
infra-estrutura – um mainframe System Z 9 Business Class com capacidade
de 14 Terabytes (TB) – mantida em Hortolândia, interior paulista, e
profissionais para gestão de projetos baseados na sede da companhia, em
São Paulo. A expectativa inicial é que dez funcionários façam parte da
unidade.
“Acredito que o centro terá projetos intimamente ligados a arquitetura
orientada a serviços, gerenciamento de informação, XML, projetos de
portais e gerência de infra-estrutura para mainframes”, comenta. Embora
dê prioridade a projetos de clientes, também está prevista a utilização
do centro para trabalhos conjuntos com ISVs e integradores.
De acordo com o executivo, podem ser realizadas no System Z Center
provas de conceito, desenvolvimento e teste de adoção de soluções para
a plataforma mainframe. Os projetos deverão ser escolhidos pela própria
Big Blue. Clientes, parceiros ou ISVs que estiverem entre os
selecionados não precisarão pagar pela utilização e terão à disposição
profissionais dedicados da IBM.
“Não é um serviço cobrado, mas um projeto de risco compartilhado que
pode resultar em uma coleção de melhores práticas ou ser aproveitado,
posteriormente, de alguma outra forma pelos envolvidos”, ressalta,
apontando ainda que a unidade deverá se relacionar os demais centros já
instalados pela companhia no País, como aquele destinado ao setor
financeiro anunciado no início de junho.
Atualmente já existem três outros centros semelhantes, dois nos Estados
Unidos e um na China. A decisão de investir na criação de um quarto
centro no Brasil está fundamentada, sobretudo, na penetração dos
mainframes no País e nos bons resultados que a divisão de mainframes
traz para a IBM. Hoje, 75% das receitas com a plataforma na América
Latina são procedentes do mercado brasileiro.
“Diante disso, vemos que a base instalada está forte e pronta para o
processo de aceleração de adoção dessas novas tecnologias, o que
justifica esse centro”, resume. A intenção é conduzir até 20 projetos
até o fim deste ano, que serão selecionados pela companhia.
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