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Negócios

IBM inaugura centro de novas tecnologias para mainframe

Companhia investe US$ 3 milhões na unidade considerada pioneira na América Latina. Objetivo é conduzir e testar a adoção de tecnologias emergentes em projetos integradores, ISVs e, sobretudo, de clientes.

Por Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

22 de junho de 2007 - 12h00
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O Brasil é o primeiro país da América Latina escolhido pela IBM para instalar seu centro de desenvolvimento de novas tecnologias para mainframes, o System Z Center. A unidade, oficializada nesta sexta-feira (22/06), demandou investimentos da ordem de US$ 3 milhões em equipamentos e pessoal e tem a meta de conduzir e testar a adoção de tecnologias emergentes.

Segundo Paulo Carvão, vice-presidente mundial de vendas de software para mainframes e idealizador da unidade, o centro terá sua infra-estrutura – um mainframe System Z 9 Business Class com capacidade de 14 Terabytes (TB) – mantida em Hortolândia, interior paulista, e profissionais para gestão de projetos baseados na sede da companhia, em São Paulo. A expectativa inicial é que dez funcionários façam parte da unidade.

“Acredito que o centro terá projetos intimamente ligados a arquitetura orientada a serviços, gerenciamento de informação, XML, projetos de portais e gerência de infra-estrutura para mainframes”, comenta Carvão. Embora dê prioridade a projetos de clientes, também está prevista a utilização do centro para trabalhos conjuntos com ISVs e integradores.

De acordo com o executivo, podem ser realizadas no System Z Center provas de conceito, desenvolvimento e teste de adoção de soluções para a plataforma mainframe. Os projetos deverão ser escolhidos pela própria Big Blue. Clientes, parceiros ou ISVs que estiverem entre os selecionados não precisarão pagar pela utilização e terão à disposição profissionais dedicados da IBM.

“Não é um serviço cobrado, mas um projeto de risco compartilhado que pode resultar em uma coleção de melhores práticas ou ser aproveitado, posteriormente, de alguma outra forma pelos envolvidos”, ressalta, apontando ainda que a unidade deverá se relacionar os demais centros já instalados pela companhia no País, como aquele destinado ao setor financeiro anunciado no início de junho.

Atualmente já existem três outros centros semelhantes, dois nos Estados Unidos e um na China. A decisão de investir na criação de um quarto centro no Brasil está fundamentada, sobretudo, na penetração dos mainframes no País e nos bons resultados que a divisão de mainframes traz para a IBM. Hoje, 75% das receitas com a plataforma na América Latina são procedentes do mercado brasileiro.

“Diante disso, vemos que a base instalada está forte e pronta para o processo de aceleração de adoção dessas novas tecnologias, o que justifica esse centro”, resume o executivo. A intenção é conduzir até 20 projetos até o fim deste ano, que serão selecionados pela companhia.

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