Publicidade

Negócios

Ministério promete acabar com bloqueio de recursos para tecnologia

Diretor de ações regionais promete acabar com o contingenciamento de recursos até 2010 e quer que setor de pesquisa entenda as demandas regionais.

Por COMPUTERWORLD*

22 de junho de 2007 - 10h05
página 1 de 1

O diretor do Departamento de Ações Regionais do Ministério de Ciência e Tecnologia, Leonardo Hamur, disse ontem (21/06) que o ministério tem trabalhado junto com os Comitês Gestores dos Fundos Setoriais e com os setores de pesquisa do País para que haja o descontigenciamento dos recursos para ciência e tecnologia.

Ele participou de audiência pública da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional que discutiu as dificuldades enfrentadas na Amazônia pelos setores de educação, técnico e científico.

Hamur contou que desde o ano passado já há uma liberação gradual desses recursos, e que está sendo executada uma diminuição no volume reservado para contingência. "Trabalhamos para que até 2010 não haja mais nenhum tipo de contingenciamento", destacou o diretor.

O contigenciamento de recursos para a ciência e a tecnologia na Amazônia foi apontado por parlamentares, na audiência, como um dos principais entraves ao desenvolvimento da região.

Os deputados também consideraram essa restrição como a causa da desigualdade no desenvolvimento da área científica entre os estados da Amazônia e os do Sul e do Sudeste.

O presidente da Fundação Tecnológica do Acre (Funtac), João César Dotto, lembrou que, além das desigualdades regionais dos investimentos em ciência e tecnologia, há diferenças de investimentos realizados pelos estados da região Amazônica. "No Amazonas, por exemplo, são investidos 200 milhões de reais e no Acre apenas 20 milhões de reais", comparou.

Dotto disse que o Acre passa por grandes dificuldades na área de infra-estrutura para pesquisa, como laboratórios desatualizados, inconstância na qualificação dos pesquisadores e dificuldades de acesso a editais.

Leonardo Hamur avaliou que a "culpa" pela pouca quantidade de recursos destinada à pesquisa na Amazônia não deve ser imputada só ao governo. "Há necessidade de que o setor de pesquisa entenda as demandas da região, como as populações ribeirinhas e das áreas de várzea; os índios; o setor produtivo da floresta e o da zona urbana; e outros", afirmou.

Segundo o diretor, esse público precisa estabelecer suas demandas tecnológicas e os acadêmicos precisam voltar seus estudos para atender aos anseios do setor produtivo. "Aí sim, o governo federal poderá estabelecer políticas para atender o que for solicitado", defendeu Hamur.

O diretor disse ainda que, devido à restrição de recursos, existe necessidade de extrema otimização. "Somos reféns de uma pesquisa voltada para resultados. Não podemos, aqui de Brasília, direcionar recursos para a Amazônia sem que os setores que buscam a inovação tecnológica possam fazer uso dos resultados dessa pesquisa. A pesquisa é um produto extremamente caro e precisa ser orientada para resultados que possam ser assimilados, absorvidos pelo setor produtivo", ressaltou.

A audiência aconteceu por iniciativa da presidente da comissão, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), e do deputado Henrique Afonso (PT-AC).

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld