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Negócios

Especialista indica que liderança da Índia em outsourcing deve diminuir

Fran Karamouzis, do Gartner, aponta que domínio do país estará em jogo em 2012.

Por Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

25 de junho de 2007 - 18h10
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Mais cinco anos de liderança. Este é o prazo que Fran Karamouzis, analista do Gartner, prevê para o final da dominação absoluta da Índia quando o assunto é o mercado de terceirização offshore. De acordo com ela, com o relacionamento tornando-se o ponto fundamental no fechamento de contratos entre empresas de terceirização e clientes, o país vai sofrer muito com questões relacionadas com a força de trabalho.

“Em serviços, você compra a pessoa e a marca, não só a ferramenta, o que faz a qualidade da mão de obra fundamental. A Índia já está passando e vai passar cada vez mais por desafios neste sentido”, apontou a analista durante a conferência de Outsourcing do Gartner em São Paulo. Pesquisa do instituto aponta que, até 2010, 30% das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune vai realizar outsourcing em três ou mais países.

Um dos vários problemas trazidos pelo boom da tercerização offshore no país, destaca a analista, está especialmente relacionado com a retenção de talentos, já que a cada troca de emprego perde-se tempo para treinar o novo funcionário. “A taxa de ‘attrition’ é um problema, graças à grande demanda por talentos. Com novas pessoas entrando na empresa a todo o momento, como fazer que várias culturas e históricos diferentes sejam colocados em conjunto para trazer resultados e com conflitos minimizados?”, questiona.

Fran destaca outros problemas relacionados com a força de trabalho. Segundo ela, as empresas estão sofrendo com a falta de profissionais com habilidades diferentes além da programação em certas linguagens, além de encontrarem um cenário com uma grande escassez de gerentes médios para controlar projetos. “São diversas questões relacionadas. A força de trabalho será o maior desafio das grandes empresas de terceirização na Índia para aproveitar oportunidades de negócios”, acrescenta.

Ao comentar o mercado de terceirização, a analista garante que o setor vai acompanhar um forte movimento de fusões e aquisições nos próximos 18 meses. “Estamos prestes a acompanhar uma grande compra das gigantes nos próximos meses”, disse, sem dar mais detalhes.

Segundo ela, o setor de outsourcing vai mudar muito graças à presença de fornecedores locais que têm forte atuação em nichos de mercado. “As empresas de terceirização da América Latina são maiores do que em outros países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) e contam com um mercado interno mais consolidado. Elas podem fazer a diferença no cenário”, arremata.

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