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Negócios

Indústria eletroeletrônica reduz previsão de crescimento pela 3ª vez em 2007

Queda é motivada pelo desempenho ruim do setor de telecomunicações, cujas vendas caíram 24% nos três primeiros meses do ano.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

25 de junho de 2007 - 11h35
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A queda no segmento de telecomunicações levou as indústrias que atendem o setor eletroeletrônico brasileiro a reduzirem, pela terceira vez este ano, sua estimativa de crescimento de receita em 2007.

Depois de projetar uma elevação de 15% no faturamento no final do ano passado, elas revisaram a estimativa para 13% no começo deste ano e agora já projetam 12%, número adotado desde abril.

Isso porque os dados levantados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para o primeiro trimestre do ano mostram uma elevação de 6% no faturtamento do setor.

Com exceção dos segmentos de telecomunicações e de utilidades domésticas, que registraram quedas de, respectivamente, 24% e 9% no trimestre sobre 2006, todos os setores elevaram suas receitas, ainda que em patamares inferiores aos esperados.

No caso de telecomunicações, segundo o departamento de estatísticas da Abinee, a queda na exportação de celulares aliada à falta de novos investimentos no mercado interno foram responsáveis pelo desempenho ruim.

As exportações de telefones móveis caíram 11% no período, para 518 milhões de dólares, e as companhias se queixam de não ter modelos de terceira geração disponíveis para exportar, uma vez que o País ainda não licitou essa nova etapa.

A demora no leilão de terceira geração e de banda larga pela tecnologia WiMax também emperram os investimentos das operadoras, que deixam os fabricantes sem pedidos. Por isso, a indústria que atende o setor de telecomunicações, que antes estimava crescer 8% este ano, agora já fala em queda de 3% na receita.

A receita da área de informática cresceu 14%. O segmento permanece beneficiado pela Lei do Bem, que isentou o PIS e a Cofins dos desktops e notebooks e facilitou o financiamento para a compra de PCs.

Outro fator citado pela Abinee foi o maior controle da Polícia Federal sobre o mercado cinza, que propicia a elevação da participação do mercado formal. Segundo dados da IT Data Consultoria, as vendas de PCs no 1º trimestre de 2007 foram de 2 milhões de unidades, 21% acima do mesmo período do ano anterior. Deste total 1,75 milhões de unidades foram de desktops (+14%) e 252 mil de notebooks (+130%).

Caso a indústria consiga crescer 12% no ano, seu faturamento irá alcançar 116,9 bilhões de reais neste exercício. Ainda que tenha reduzido a previsão de crescimento, as empresas mantêm planos de contratar 10 mil pessoas em 2007, elevando o total de empregados para 153 mil.

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