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Tarifa única de importação do Paraguai pode incentivar mercado cinza, diz deputado

Segundo presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Julio Semeghini, medida vai dificultar fiscalização de produtos contrabandeados.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

29 de junho de 2007 - 19h24
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A decisão do governo brasileiro de adotar o Regime de Tributação Unificada (RTU) para produtos importados do Paraguai poderá incentivar o mercado cinza de computadores, na avaliação do deputado e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, Julio Semeghini.

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“Se o governo colocar linhas de computadores entre os produtos liberados, vai contribuir imensamente para retomar o mercado cinza que estamos tentando combater com tanta força. Um importador pode, por exemplo, importar cem computadores de forma legal, contrabandear mil e, na hora da distribuição não teremos como saber ou controlar”, comenta.

Na avaliação do deputado, em vez de o País firmar algum tipo de parceria com benefícios mútuos, acabou partindo para uma estratégia de mão única, já que o Paraguai não se comprometeu em tomar nenhuma atitude em benefício do mercado brasileiro.

“O que vai acontecer é que vamos oficializar o Paraguai como um grande intermediário de produtos. Vamos ajudá-los a ser sede de grandes distribuidores que importam produtos da China e distribuem no Brasil por várias micro e pequenas empresas. É um grande erro”, diz.

Semeghini ressalta ainda que vai mobilizar a Frente Parlamentar de Informática para não aprovar a Medida Provisória que regulamenta a decisão sem que o governo divulgue quais os setores afetados pela medida. “O governo criou uma lista negra dos produtos que não se enquadram, mas não comentou nessa MP os produtos autorizados. É como assinar um cheque em branco e afugenta empresas que estão pensando em produzir no Brasil e que podem, de uma hora para outra, sofrer concorrência do Paraguai”, conclui.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Alecio

Esta na hora de aparecer concorrência para meia dúzia de empresas brasileiras que vende carroças por preço de ouro. Quem sai ganhando são os brasileiros que vão adquirir bons micros por preços razoáveis. Viva a inclusão digital....
Só falta a ANATEL parar de cobrar R$ 9.000,00 para instalar um provedor de internet no interior do Brasil.
Alecio - 30 Jun 2007, 09h04
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