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Câmara avalia programa de acesso de estudantes à internet
Formas de integrar o programa Um Computador por Aluno (UCA) do governo federal a outros projetos serão debatidas pelos parlamentares.
Por COMPUTERWORLD*
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Uma reunião do Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados deu início, na semana passada, à análise do programa Um Computador por Aluno (UCA), do governo federal, que pretende ligar à internet todos os estudantes da rede pública (federal, estadual e municipal).
Essa é a primeira avaliação de política pública do conselho, que já promoveu estudos sobre biodiesel, dívida pública e centros vocacionais de tecnologia.
Proposta pelo deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), a avaliação será relatada pelo deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE). Lustosa acompanhou nos últimos dias 22 e 26 uma comitiva do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que veio ao Brasil conhecer a experiência brasileira em duas escolas de ensino fundamental, nas cidades de São Paulo e Porto Alegre.
Em abril deste ano, o governo deu início a testes com 1.640 computadores portáteis em cinco escolas públicas escolhidas para o projeto piloto: Ciep Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ); Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday, em Palmas (TO); Escola Estadual Luciana Abreu, em Porto Alegre (RS); Escola Municipal Ernani Silva Bruno, em São Paulo (SP); e Cief da Vila Planalto, em Brasília (DF).
Os protótipos foram desenvolvidos por três fabricantes: Intel, Mobilis e OLPC. Este último é a sigla em inglês para o projeto "um notebook por aluno" (one laptop per child), desenvolvido pelo pesquisador Nicholas Negroponte, do Massachusets Institute of Technology (MIT). Idealizador do projeto, Negroponte criou a Fundação OLPC para disseminar a inclusão digital no mundo.
No encontro com os deputados do conselho, o coordenador do programa UCA e assessor especial da Presidência da República, Cezar Santos Alvarez, explicou que o governo vai investir 60 milhões de reais para adquirir 150 mil unidades em 2008 e dar início a uma rede experimental.
O número de estudantes beneficiados equivale a apenas 0,5% do universo de alunos da rede pública brasileira, mas representa uma escala para demonstrar a viabilidade do programa. Um dos protótipos custa 170 dólares (o equivalente a cerca de 340 reais) por unidade, mas o preço pode ser reduzido com a fabricação em escala.
O presidente do conselho, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), ressaltou o alcance social do projeto para a juventude brasileira - que, segundo ele, será o próximo foco da crise que o País atravessará se nada for feito para promover a inclusão dos jovens na era do conhecimento.
O deputado Ariosto Holanda (PSB-CE) sugeriu a integração do programa às escolas técnicas e centros vocacionais de tecnologia dos governos federal e estaduais.
Os computadores, que também serão disponibilizados aos professores, terão uma configuração básica que permita aos estudantes usarem a internet para pesquisa e, ao mesmo tempo, se integrarem a uma rede que ligará todo o sistema.
Para isso, os computadores serão dotados de antena de recepção e transmissão de sinal da rede sem fio, o que significa que cada um será uma antena de transmissão do sinal em banda larga. A escola instalará uma antena de recepção e os computadores retransmitirão o sinal à medida que se afastarem da escola, permitindo integração de todos à rede.
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