Negócios
Provedores gastariam R$ 13,2 milhões ao ano com lei de crimes digitais
Esse seria o investimento necessário para armazenar informações de cadastro e navegação dos usuários, diz presidente da Abranet.
Por IDG Now!
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O presidente da Associação Brasileira de Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet), Eduardo Fumes Parajo, afirmou que as empresas do setor terão que investir 13,2 milhões de reais por ano para se adequar à lei de crimes digitais que tramita no Senado.
Esse seria o investimento necessário para armazenar os logs, informações de cadastro e navegação dos usuários, conforme estabelece o artigo 21 do projeto.
Parajo participou de audiência pública conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), na quarta-feira (04/07), para discutir o substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), a três projetos de lei em tramitação no Senado que visam combater a prática desses crimes no Brasil.
Na opinião do consultor jurídico Marcelo Bechara de Souza Hobaika, o artigo 21 - que trata das responsabilidades dos provedores de acesso - deveria ser retirado do projeto. Na sua opinião, "não houve debate com a sociedade sobre a questão dos provedores".
Os chamados crimes cibernéticos, que envolvem a utilização de redes de computadores, já representam faturamento mundial superior a 105 bilhões de dólares, segundo levantamento do governo norte-americano divulgado pelo juiz Fernando Neto Botelho.
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