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Negócios

Rumo ao Centro-Oeste

Distribuidores consolidam atuação na região central do País, de olho nas oportunidades de negócios provenientes das demandas do setor público e do potencial das indústrias locais.

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

15 de julho de 2007 - 08h00
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Com uma área de 1,6 milhão de km2, o Centro-Oeste representa a segunda maior região do País em extensão. Apesar da vastidão territorial, os estados que compõe esse canto do Brasil – Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal – estiveram, por um bom tempo, relegados a segundo plano nas estratégias de negócios das empresas de TI.

Devagar a região, que concentra 13,3 milhões de habitantes, segundo o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), começa a reverter a fama de área pouco industrializada e dependente da agricultura familiar e do extrativismo. Não apenas pelo tamanho dos investimentos do setor público que têm origem no Distrito Federal, uma vez que calcula-se que o governo federal, em seus três poderes e suas autarquias, desembolsa, anualmente, pelo menos US$ 3 bilhões, mas também pela chegada de grandes empresas. Entre os exemplos de indústrias que migraram para a região está a Sadia que, no ano passado, adquiriu a Só Frango, por US$ 26,5 milhões. Além da Perdigão, que investiu R$ 460 milhões em um novo complexo industrial.

Com uma imagem renovada e promessa de negócios, a região passou a atrair grandes distribuidores de TI e Telecom. Dentro da lista de empresas que partiram em direção à região central do Brasil, por meio de filiais, estão Lan Professional, Pauta Distribuidora e Star BKS. As três empresas, em momentos diferentes, seguiram objetivos comuns: atender a mercados inexplorados, abocanhar uma parte dos investimentos do setor público e capilarizar a operação.
 
Pauta encara o cerrado

O caminho da Pauta Distribuidora rumo ao Centro-Oeste, que convergiu com a instalação de uma unidade em Goiânia (GO), no final de 2006, começou a ser desenhado em março do último ano. Inicialmente, a empresa encontrou um cenário considerado favorável: poucos distribuidores, demanda em alta, carência por produtos entre revendas e varejistas de pequeno e médio portes, além do apoio dos fornecedores de tecnologia.

Arlindo Damian, presidente-executivo da distribuidora, lembra que, quando iniciou o planejamento para atuar na região central, diversos fabricantes apoiaram a iniciativa, entre eles, AOC, Lexmark, LG, Microsoft, Philips e Samsung. De acordo com Damian, o principal interesse da indústria era reforçar e consolidar a presença entre os canais locais que são atendidos, basicamente, por oito grandes players de distribuição, segundo as contas do executivo. “Estava cada um atirando para um lado diferente. Parecia o velho Oeste mesmo”, brinca o executivo.

Um dos reflexos dessa falta de objetivos comuns era o espaço para a indústria informal atuar nos estados da região, bem como a exploração do mercado de TI por fornecedores não capacitados.

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