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Negócios

Mercado cinza ainda domina venda de PCs na Índia

Problemas de falta de energia do país podem, entretanto, beneficiar fabricantes de notebooks legalizados.

Por Por Computerworld

16 de julho de 2007 - 10h53
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Microcomputadores sem marca, montados por pequenas corporações, ainda dominam cerca de 45% da indústria de PCs na Índia, de acordo com estimativas da Intel, maior fabricante mundial de chips para computador.

Os PCs desse tipo, também conhecidos como white boxes, continuarão a ter uma parcela singificativa das vendas de PC na Índia, segundo Ravichandran R., diretor de vendas da Intel na Ásia, em uma entrevista na semana passada.

Os microcomputadores sem marca, no Brasil conhecidos como 'mercado cinza', são particularmente populares em pequenas cidades e bairros da Índia por conta de seu baixo preço e porque são considerados mais amigáveis pelos consumidores, além de disporem de suporte personalizado local nessas regiões, disse o diretor da Intel.

O mercado de PCs naquele país ultrapassou a marca das 5 milhões de unidades no ano passado, com 25% de crescimento anual em unidades, de acordo com dados da consultoria IDC.

Os PCs sem marca não deixarão de existir, mas, na medida em que caem os preços dos equipamentos legalizados, a parcela dos white boxes decresce, disse Kapil Dev Singh, country manager da IDC naquele país.

Muitas marcas multinacionais de microcomputadores podem não considerar rentável operar no segmento de baixo custo hoje atendido pelos white boxes, disse ele, o que manterá a existência desse tipo de máquina.

No Brasil, o movimento foi semelhante, mas a queda de preços foi impulsionada pelas medidas fiscais de incentivo do governo federal e pela queda do dólar, o que contribuiu para que as principais fabricantes mantivessem rentabilidade mesmo com a queda de preço ao usuário final.

Algumas delas, entretanto, como a Dell, ainda não vendem máquinas dentro da faixa de preço que garanta a maor parcela de isenção fiscal.

Diante do reconhecimento de que os PCs sem marca são um componente chave no mercado indiano, a Intel lançou, há cerca de dez anos, o programa Genuine Intel Dealer (GID), que garante às máquinas do mercado cinza local acesso à tecnologia Intel e certificação, um degrau para tentar legitimar esse segmento.

Como os montadores dos white boxes não produzem notebooks, esses pequenos fabricantes indianos acabam ficando, entretanto, de fora do mercado que mais cresce, que é o dos portáteis, segmento cujas vendas cresceram 104% no ano passado, índice muito superior aos 15% dos desktops.

Por isso, muitos fabricantes de máquinas legalizadas estão em um esforço de redução de preço dos notebooks para que eles atraiam mesmo o usuário do primeiro PC para essa modalidade, disse Ravichandran. Segundo ele, além da conveniência da mobilidade, as baterias de longa duração dos notebooks atendem os consumidores de cidades indianas que têm problemas de interrupção constante de energia.

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