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USP e SAS criam centro de análise de risco para o setor elétrico

Parceria abre quatro locais de trabalho para pesquisas aplicadas e formação de profissionais; disciplina de pós-graduação vai ser iniciada em 2008.

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

17 de julho de 2007 - 14h01
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Parceria entre a escola politécnica da Universidade de São Paulo e o SAS cria o centro de estudo para análise de risco no setor elétrico. O objetivo da iniciativa é criar um espaço para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas, além de formar profissionais especializados no setor. A empresa não divulgou o montante investido.

“Foram abertos quatro locais de trabalho com a disponibilidade da ferramenta do SAS para análise de risco. Teremos uma disciplina de pós-graduação já para o ano que vem, mas os alunos de graduação também vão ter contato com a solução, em estágio ou bolsas de iniciação científica, e teremos espaço para profissionais fazerem cursos de atualização”, explica Marco Antônio Saidel, coordenador do grupo de energia da Poli.

A iniciativa pretende acompanhar um momento delicado para o setor energético. Depois do processo de privatização, o setor viu uma proliferação de produtores independentes e comercializadores, sendo balizado por diversas regulamentações da agência nacional de energia elétrica (ANEEL). “Errar nesse mercado é especialmente complicado. Se uma distribuidora tiver que buscar energia nos leilões, é punida. A margem de 3% de erro na quantidade de energia adquirida em um prazo de cinco anos é um grande desafio”, conta Fernando Prado, professor da Poli. De acordo com ele, as ferramentas de análise ajudam nesse momento.

O desafio, no entanto, é aplicar soluções de gestão de riscos e análises preditivas em um setor tradicionalmente lento em relação a novas tecnologias. Érica Custódio, diretora de marketing para a região Sul da América do Sul do SAS, define o centro como um fator para aumentar a penetração no setor energético. “Atualmente, esse segmento representa 10% do nosso faturamento no mundo. No Brasil, eles estão iniciando agora a demanda por soluções de inteligência de gestão, queremos aproveitar o momento”, diz.

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