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Licenças de software impulsionam lucro da SAP

Companhia alemã encerrou o segundo trimestre fiscal com lucro de 449 milhões de euros e faturamento de 715 milhões de euros, mesmo com a estratégia da rival Oracle de crescer por aquisições.

Por COMPUTERWORLD

19 de julho de 2007 - 08h40
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Impulsionada pela receita de licença de software, a alemã SAP encerrou seu segundo trimestre fiscal com lucro líquido de 449 milhões de euros, crescimento de 8% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

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Segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (19/07), o faturamento também subiu, passando de 604 milhões para 715 milhões de euros. As receitas totais que incluem taxas de manutenção, suporte e outros serviços subiram 10%, a 2,4 bilhões de euros.

Os resultados superaram as expectativas de alguns analistas e mostraram que a SAP está adicionando novos clientes mesmo quando sua principal rival Oracle cresce sua divisão de aplicações por meio de aquisições. Comparativamente, a Oracle elevou suas receitas de novas licenças com aplicações em 17%, a 641 milhões de dólares.

No maior mercado para a SAP - Europa, Oriente Médio e África - a receita total cresceu 12%, a 1,27 bilhão de dólares. O crescimento nas Américas não foi tão expressivo, apenas 6%, resultado da valorização do euro frente ao dólar.

Em conferência com os analistas, o CEO da SAP, Henning Kagermann, afirmou que a companhia teve "um trimestre excelente" e que continua investir fortemente em novos produtos para o mercado médio.

A SAP pretende investir entre 300 e 400 milhões de euros ao longo dos próximos dois anos para desenvolver uma nova suíte para aplicações sob demanda. O nome preliminar é A1S e a alemã busca se defender do crescimento pouco expressivo da divisão de grandes companhias.

Em setembro, a SAP deve detalhar melhor o A1S, confirmar o nome oficial e algumas referências sobre clientes que já estão testando a solução.

A SAP também informou que um gerente de sua subsidiária TomorrowNow foi suspenso, por estar envolvido no processo movido pela Oracle por roubo corporativo. Mark White, líder da SAP nas Américas, foi o responsável pela punição aplicada a Andrew Nelson, CEO da TomorrowNow.

Embora tenha aguardado até os últimos momentos para refutar as acusações da Oracle na Justiça, a SAP admitiu “alguns downloads inapropriados” por parte da subsidiária TomorrowNow, que presta suporte de software a clientes PeopleSoft e JD Edwards (ambas adquiridas pela Oracle), mas diz que nunca teve acesso às matérias.

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