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Negócios

Na Procter&Gamble, custo do RFID já caiu 50%

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

23 de julho de 2007 - 07h05
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Além disso, ele conta que o RFID garante mais tempo de análise de informações de mais produtos e diminui o número de devoluções de carretas, gerado por falta de precisão no embarque das mercadorias.
 
Entre as desvantagens, o que ficou novamente comprovado é o alto custo de implementação por causa da baixa escala operacional, com poucos participantes na cadeia. Caldeira aposta, entretanto, que entre um e três anos mais empresas passarão a adotar, o custo ficará diluído e valerá a pena.

A corporação baseia sua aposta na tecnologia em exemplos de sucesso comprovados pela própria empresa, mas fora do Brasil. Há um ano, por exemplo, na ocasião do lançamento de um aparelho de barbear com cinco lâminas, a empresa apostou nas etiquetas.

Colocadas na embalagem secundária do produto no fim da linha de produção, permitiram o rastreamento da solução até a chegada na prateleira, o que permitiu a redução de 11 dias na cadeia de produção.

Caldeira garante que exemplos como esse, somados à análise feita já duas vezes pela companhia, é que dão suporte ao interesse da empresa de investir em RFID no Brasil. O que falta para isso, portanto, é a escala, que evoluiu desde 2005, mas ainda é o principal problema.

A P&G sabe bem disso e do tempo que leva até que os resultados apareçam. Com o código de barras, antecessor das etiquetas de identificação por radiofreqüência e hoje amplamente usado pela rede varejista, o tempo médio de adoção em massa foi de quase 20 anos.

O que se previu em 2005, enfim, mostra que deve se confirmar. Naquele ano, os envolvidos no teste foram taxativos ao dizer que o RFID deve levar outros 10 anos para se consolidar em todos os pontos da cadeia, saindo do centro de distribuição dos fabricantes até a mão do cliente final.

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