Negócios
W5 Solutions planeja receita 30% maior a partir do SaaS
Software como serviço (SaaS) é base para os planos da integradora paulistana exportar soluções de BI e ampliar seu faturamento para R$ 6 milhões, em 2008.
Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld
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"As empresas estão diminuindo o ritmo de compra de produtos. No lugar, estão contratando mais serviços". É a partir dessa crença que a W5 Solutions, integradora paulistana, espera emplacar sua solução de BI (sistema de inteligência de negócios) no modelo de software como serviço (SaaS, do inglês, Software as a Service) no segmento de pequenas e médias empresas.
De acordo com Marcos Abellón, diretor-geral da W5 Solutions, o serviço, composto pela oferta de sistema sob demanda e customizada, integrada a equipamentos, manutenção, hospedagem e segurança, foi desenvolvido, em princípio, para suportar um projeto desenvolvido para a Purina, uma área de negócios da gigante Nestlé.
A partir desse projeto, a Nestlé contratou a W5 que, atualmente, faz a hospedagem do BI as a service (nome não oficial da solução) disponível para 40 distribuidores da Purina. Contrato que rendeu a integradora R$ 500 mil para prover o serviço por 36 meses.
Atualmente, o BI as a Service está operacional para oito clientes. A estratégia da W5 é alcançar 20 clientes até meados de 2008. "Sempre atendendo poucos clientes, de qualquer porte, mas com receita alta proveniente dos serviços customizados", indica Abellón.
Pela origem do serviço, a empresa pretende fornecer o BI as a Service para clientes da indústria de processamento e distribuição de alimento. Segundo o diretor da integradora, no entanto, a oferta pode ser customizada para qualquer vertical da economia, dentro e fora do País.
Com essa estratégia, a previsão dobrar o faturamento da operação em 2008, quando a empresa pretende alcançar R$ 6 milhões. A receita prevista para 2007 é de R$ 3,5 milhões. A expectativa do executivo é que, cerca de 30% desse crescimento tenha origem nos projetos de SaaS.
Sob a mesma estratégia, a integradora vislumbra a entrada no mercado internacional por meio de um escritório que está sendo montado em Buenos Aires (Argentina). "Estamos em período de contratação da equipe local, mas a operação está prevista para ter início em setembro", indica Abellón, acrescentando que o vizinho brasileiro está, após ter amargado um colapso financeiro, a ponto de dar um "salto econômico".
Pelos cálculos do diretor, para o ingresso no mercado portenho com todo seu portfólio -- BI as a Service, ERP, mais serviços --, a W5 terá de desembolsar US$ 200 mil. Mas já para o primeiro ano de operação, a expectativa de Abellón é fechar US$ 300 mil em negócios.
A oferta contempla a consolidação de informações, geração de relatórios, além da hospedagem dos sistemas em um datacenter próprio, que, segundo Abellón, conta com 2 Terabytes de armazenamento em três links fornecidos pela Embratel.
Parte da infra-estrutura de sistemas da oferta de BI está baseada na solução própria de ERP (sistema de gestão empresarial) denominada Neo, cuja plataforma é o .Net da Microsoft.
Só uma coisa preocupa o executivo dentro dessa estratégia: "O gargalo do SaaS, no Brasil, ainda é telecom", reclama o diretor, que defende a necessidade da melhoria na infra-estrutura de telecomunicações do País, com a chegada de empresas focadas na prestação de serviços corporativos como um reforço ao serviço prestado atualmente pelas incumbents que monopolizam o mercado.
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