Negócios
Fundo de venture capital Imbeana faz seu 1º investimento na área de TI
Companhia coordena fusão da Open com a Tempest e tem planos de novas aquisições em segurança da informação.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
Compartilhe:
O fundo de venture capital Imbeana Participações fez sua primeira investida na área de tecnologia da informação. Depois de adquirir uma participação na Open Communications, o fundo, que tem aplicado recursos nas áreas de energia e mineração, coordenou a fusão dessa companhia com a Tempest e agora criou a Tempest Security Intelligence, companhia da qual o fundo controla 60%.
Como explicou Marcelo Tomaszewski, que representa o fundo, a idéia do controlador é participar ativamente da gestão. Por isso, os três sócios fundadores da Tempest original vão controlar os 40% restantes do capital, assim como a parte técnica da operação, enquanto os representantes do fundo vão cuidar da gestão do negócio. Tomaszewski, inclusive, será o presidente da nova companhia.
A empresa nasce com uma carteira de 30 clientes ativos e pouco mais de 60 funcionários, entre técnicos e pessoal administrativo. A equipe técnica, entretanto, que tem hoje 46 pessoas, deve ganhar entre 12 e 15 novos profisisonais até o final do ano, segundo os executivos.
Segundo o presidente, esse é um investimento do qual o fundo "não tem planos de sair logo", apesar de ressaltar que, "se aparecer um grande player do mercado com uma proposta interessante, a empresa vai avaliar".
De acordo com o executivo, o fundo projeta um crescimento de 30% ao ano para a Tempest Security e tem planos para que ela figure "entre as três maiores do País em menos de três anos".
Segundo Cristiano Lincoln, diretor de tecnologia da nova companhia, "a estratégia passa por ser complementar às grandes e não bater de frente com elas", afirmou, em encontro com a imprensa.
A companhia não quer atuar em commodities da área de segurança, mas em nichos específicos de serviços ainda pouco explorados, como autenticação de transações móveis e serviços gerenciados de segurança.
A companhia já negocia novas aquisições. Um dos ativos avaliados é um data center no Rio de Janeiro, mas, de acordo com Tomaszewski, duas aquisições devem ser fechadas até o final do ano. "Muito provavelmente elas vão ser integradas à Tempest, mas não necessariamente", afirmou.
Estas não serão as únicas aquisições em vista. De acordo com o executivo, sete estão sendo avaliadas neste momento, ligadas à segurança ou gestão de risco.
Com as duas aquisições, a nova companhia deverá dobrar o atual faturamento de 10 milhões de reais para 20 milhões até o primeiro semestre de 2008, segundo Tomaszewski. Entre os atuais clientes estão Bovespa, SulAmérica, Gradiente e Telefônica.
A Open foi fundada em 2000 e atuava em soluções antifraude, enquanto a Tempest nasceu incubada no CESAR, de Recife (PE), e tornou-se independente em 2003.
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


