Negócios
DTS estuda abertura de capital e pretende adquirir empresas
O grupo, que deve faturar R$ 250 milhões esse ano, pretende adquirir, antes e durante o processo de IPO, integradoras especializadas no setor financeiro e no portfólio SAP para bancos.
Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld
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"Vamos abrir o capital com ou sem euforia na bolsa". Com essa afirmação, Fernando Parra, presidente do grupo DTS, consultoria e distribuidora de sistemas, prepara a empresa para o IPO (Initial Public Offering, do inglês, para oferta pública inicial). Pelas contas do executivo, a ida à bolsa, de São Paulo ou de Madrid (Espanha), deve acontecer, no mais tardar, até meados de 2008. "Buscaremos capitalizar a operação para expandir a participação de serviços de TI, que atuamente corresponde a 70% do faturamento do grupo", explica Parra, ressaltando que a prioridade, com isso, será ampliar o faturamento mantendo a lucratividade.
Até o IPO, que deve acontecer em um ano, indica Parra, o caminho é trabalhoso e caro. O executivo não revela, no entanto, quanto será investindo na estratégia. Por outro lado, é possível contabilizar o alto custo por meio das iniciativas da empresa: contratação de uma consultoria financeira, prevista para acontecer até dezembro; organização contábil, que vem acontecendo desde 2001, quando começou-se a ser cogitada o aporte financeiro público. Além disso, processo de aquisção de portfólios e empresas para ganhar musculatura e capilaridade operacional, como a recente incorporação da integradora curitibana, Wasys, e da abertura de uma operação européia.
O escritório da Espanha, aliás, bastante importante para a estratégia da DTS, já que a holding cogita ter suas ações na bolsa de valores de madrilenha. Segundo Parra, o núcleo espanol está em processo de consolidação. "Até o final do ano a equipe local, formada por dez colaboradores, vai montar uma equipe de 120 profissionais", informa o presidente da DTS, acrescentando que, até agora, foi investido quase US$ 1 milhão na operação espanhola, responsável pelos contratos com os bancos HSBC e BBVA.
Ainda segundo o presidente da empresa, para ganhar musculatura, a DTS conversa com pelo menos quatro integradoras especializadas em soluções para o setor financeiro, além de empresas de TI com conhecimento no portfólio da SAP, com quem o grupo assinou um acordo, recentemente, para oferecer sistemas de gestão empresarial para bancos de médio porte no Brasil e na América Latina.
A DTS deve encerrar o ano fiscal de 2007 com R$ 250 milhões -- valores revisados com o ingresso de R$ 12 milhões de faturamento da recém-adquirida Wasys --, contra R$ 170 milhões faturados no ano passado.
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