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Negócios

Movidos pela liberdade

Aumenta a demanda por soluções de mobilidade
entre as companhias brasileiras, o que abre novas oportunidades de negócios para integradores

Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld

01 de agosto de 2007 - 04h00
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Desde que os primeiros equipamentos para redes wireless passaram a disputar espaço nas prateleiras do varejo brasileiro, caiu por terra a sensação de que as tecnologias sem fio estavam fadadas apenas aos ambientes corporativos. Na prática, o que se viu foi um movimento contrário às expectativas, uma vez que as experiências positivas dos usuários finais com a mobilidade impulsionaram a penetração dessas soluções nas empresas.

Para os integradores voltados à oferta de equipamentos de rede, o resultado dessa tendência pode ser mensurado pelo aumento no número de projetos wireless, inclusive entre as grandes corporações, que, na teoria, já estariam mais adiantadas na implementação de ambientes sem fio. “Hoje, não precisamos mais buscar clientes, eles é que nos procuram”, confirma Clistenes de Paula, diretor regional da filial Brasília (DF) da integradora Redisul. Segundo o executivo, por conta do cenário, sua unidade planeja conquistar 15 novos contratos relacionados a soluções de mobilidade, até o final de 2007. “O que representa o dobro da atual base de clientes”, pondera o diretor.

Além da necessidade de oferecer mobilidade para os funcionários, de Paula acredita que essa explosão no número de projetos está relacionada à dificuldade que muitas companhias enfrentam para instalar ou expandir as infra-estruturas cabeadas de dados. Nesse sentido, o diretor cita um aumento expressivo nos projetos de WLAN (redes locais sem fio) entre o setor de governo – que representa a maior parcela dos clientes da Redisul Brasília. “Muitos órgãos públicos não têm um escritório fixo e, por isso, preferem alternativas às redes cabeadas”, afirma o executivo, acrescentando: “por outro lado, eles dão prioridade para ambientes wireless, pois fica muito mais fácil agregar novos funcionários à estrutura já existente”.

Da mesma forma, o diretor aponta que as soluções sem fio voltadas a ambientes externos, como o caso do WiMax e WiMesh (leia box na pág. 34), começam a ganhar espaço entre as principais necessidades do setor público, graças à própria orientação do governo federal de promover a inclusão digital. “Há uma tendência de que as entidades comecem a prover acesso à internet sem fio aos cidadãos em locais públicos, como estações de metrô”, pontua de Paula, que aponta as universidades públicas como outro setor altamente suscetível a essa iniciativa.

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