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Negócios

Lexmark trabalha com distribuição de linhas específicas para pequenas revendas

O diretor-geral da subsidiária brasileira aponta que, por conta do mercado cinza, o faturamento das linhas de suprimentos deve acompanhar uma queda de 10% neste ano.

Por Por Tatiana Americano, da ChannelWorld

03 de agosto de 2007 - 09h30
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Os pequenos revendedores, que normalmente não são atendidos pelos distribuidores tradicionais de produtos para informática, passam a ser alvo da Lexmark no Brasil. De acordo com Leonel Costa, diretor-geral da companhia no País, para suprir esse mercado, há cerca de três meses, a companhia firmou um contrato com a Banca de Cartuchos, que passou a ser o primeiro distribuidor da marca nesse segmento de suprimentos para revendas de menor porte. "E estamos em busca de outros parceiros no setor", avisa Costa.

Ainda de acordo com o executivo, como forma de evitar o conflito com os demais distribuidores da Lexmark, esse novo canal passa a contar com uma linha específica de cartuchos, batizada de Value Line.

"Um projeto parecido já tinha sido testado pela Lexmark na Polônia", revela o diretor-geral para o Brasil, que acrescenta: "E essa é uma forma de diminuir um pouco a queda nas vendas de cartuchos".

Segundo Costa, para 2007, a fabricante projeta uma queda de 10% no faturamento específico na área de suprimentos no País. Os números, aponta o executivo, estão diretamente relacionados aos problemas gerados pela comercialização de cartuchos e toners contrabandeados no mercado brasileiro.

Crescimento de serviços

Enquanto enfrenta um período difícil para a área de suprimentos, o diretor-geral aponta que, em contrapartida, a divisão de serviços da Lexmark deve alcançar um crescimento de 40% a 50% no País, em 2007. No segmento, a maior parte dos projetos de outsourcing - cerca de 90% - é realizada pelos principais VARs (revendas de valor agregado) da companhia e que hoje variam de 15 a 18 empresas.

Com mais de 500 clientes na área de terceirização, Costa afirma que uma das barreiras para o crescimento da companhia no setor é a questão da falta de parceiros capacitados. Nesse sentido, a fabricante pretende, durante um evento para seus canais - que acontece dia 08/08, em São Paulo - promover alianças entre canais de menor porte e seus VARs. "Pois, muitas vezes, a revenda pequena tem o cliente, mas não apresenta infra-estrutura e conhecimento necessário para oferecer o serviço e, por isso, tem interesse em firmar alianças com canais maiores", aponta o executivo.




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