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Financiamento caro ainda inibe mercado brasileiro de PCs

Apesar da constante e significativa queda de preços dos últimos anos, crescimento potencial das vendas poderia ser ainda maior com queda de juros.

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

03 de agosto de 2007 - 19h38
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Estimado hoje como 5º maior mercado global de desktops – e com potencial para ser o 3º maior em volume de computadores em 2010 –, o Brasil poderia ter uma participação ainda mais significativa no cenário global se houvesse uma oferta melhor de financiamento.

“O financiamento disponível no País ainda é caro hoje em dia”, afirma Ricardo Carreón, diretor geral para América Latina da Intel. O executivo afirma que em outros países da região, como a Colômbia, há até a possibilidade de comprar computadores com taxas de juros próximas a 0%.

Atualmente, as vendas do mercado nacional estão divididas, aproximadamente, em 45% para usuários finais, e 55% para empresas e governo. Mas a tendência é de mudança no cenário. “Até 2011 as vendas devem chegar ao equilibro”, diz Carreón.

Entre os fatores para essa mudança, além da oferta de financiamento, Oscar Clarke, presidente da Intel no Brasil, indica o fortalecimento do real frente ao dólar, o combate ao mercado cinza e os incentivos fiscais advindos do programa Computador para Todos, do governo federal. “Havia quem dizia que o governo ia perder receita, mas com o aumento de volume de vendas, o potencial é de aumento. Iniciativas assim aproximam o preço dos equipamentos legais, com garantia e procedência, dos produtos ilegais, o que vai funcionar para matar o mercado cinza”, acredita.

Ao mesmo tempo em que trabalha para incentivar a inclusão digital na base da pirâmide – onde “há um mercado enorme”, diz Clarke –, a Intel ataca o mercado corporativo com ações para garantir os investimentos nos setores de maior sofisticação. Exemplo disso é o contrato anunciado hoje, entre o Bradesco e a Semp-Toshiba, para a aquisição de 50 mil computadores baseados na tecnologia vPro de processamento.

“Inicialmente, esse seria um negócio envolvendo máquinas mais básicas. Mas quando mostramos para o Bradesco o maior poder de gerenciamento da plataforma e o TCO do projeto no longo prazo, a decisão mudou”, detalha Elber Mazaro, diretor de marketing da Intel.

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