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Urnas eletrônicas usadas em eleições nos EUA são vulneráveis a vírus
Uma das vulnerabilidades permite que atacante espalhe código malicioso para alterar resultado das eleições, revela relatório.
Por IDG Now!
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As máquinas de votação Diebold Election Systems não são seguras o suficientes para garantir uma eleição confiável, revelou a análise
"Source Code Review of the Diebold Voting System”, nesta sexta-feira
(03/08), já que um cracker com acesso a uma única máquina poderia mudar
o resultado de uma eleição inteira.
O autor do relatório é o
professor de ciências da computação da Universidade da Califórnia,
David Wagner. A análise é feita pela Secretaria de Estado da Califórnia
de dois em dois meses para analisar sistemas de votação certificados
para uso na Califórnia.
A avaliação do código revelou que o
ataque poderia ser feito por uma única pessoa, com acesso a uma máquina
de votação, e códigos maliciosos poderiam se espalhar aos servidores de
todas as áreas de votação do Estado.
Há quatro vulnerabilidades
principais no software do Diebold, revela o estudo: algumas que
permitem que um cracker instale malwares nas máquinas, uma que impede
que a votação seja secreta, poucos controles para que os funcionários
da eleição se ocupem com as cédulas e resultados, além da
suscetibilidade a vírus que permitiriam influenciar os resultados.
A
análise ainda alertou que os antivírus comerciais não oferecem proteção
adequada às máquinas de votação. “Eles não foram desenvolvidos para
detectar códigos voltados a equipamentos e softwares de votação”, diz o
relatório.
Além disso, a análise deixou claro que estas máquinas
não foram desenvolvidas tendo a segurança como prioridade. "Por esta
razão, a maneira mais segura de corrigir as urnas é refazê-las do zero
tendo em mente a preocupação com segurança", afirma o documento.
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