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Negócios

Bell Computer anuncia integração de PCs em Minas Gerais

A nova planta produtiva da distribuidora, que coincide com o lançamento de uma marca própria, deve ter capacidade para integrar de 6 mil até 8 mil máquinas por mês.

Por Por Denise Sammarone, da ChannelWorld

07 de agosto de 2007 - 10h00
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Sob um clima de sigilo absoluto, a Bell Computer, distribuidora de periféricos, planeja inaugurar uma fábrica de montagem de PCs, no primeiro trimestre de 2008. A distribuidora, que já mantém uma linha de produção, de OEMs, instalada em São Paulo, com capacidade é de 2 mil PCs, por mês, não revela o investimento destinado ao projeto ou a localização exata da nova planta.

As duas únicas informações que o gerente de marketing da companhia, Amaury Carvalho, revela são que a planta está localizada no estado de Minas Gerais e terá capacidade para integração, mensal, de 6 mil e 8 mil equipamentos de três modelos. "A inauguração das novas linhas coincidem com o lançamento de uma marca própria que está sendo desenvolvida", informa Carvalho para explicar o tom de segredo utilizado pela companhia: "O mercado só terá conhecimento dos nossos produtos no final do ano".

A partir dessa estratégia, indica o executivo, a distribuidora pretende fazer frente às marcas tradicionais de PCs. "A proposta é ser uma alternativa aos fabricantes, mantendo qualidade, só que com preço mais ajustados às necessidades dos revendedores de menor porte", informa Carvalho, acrescentando que, a partir da produção própria, a Bell Computer pretende reduzir preços dos PCs em até 20%.

O estabelecimento da nova planta, de acordo com Carvalho, é parte da estratégia que prevê a duplicação do faturamento (a empresa não informa a sua receita atual), no próximo ano. Tal estratégia também deve contemplar, conforme o executivo antecipou a ChannelWorld (leia matéria anterior), a ampliação do número de revendas ativas - de 6 mil para 9 mil -, bem como, expansão regional.

Dentro do planejamento que prevê o ingresso a novos mercados, a companhia estuda a abertura de operações no Norte e no Nordeste do País, iniciativa que, segundo Carvalho, deve ser elaborada a partir do primeiro semestre de 2008. Já a sua implementação está prevista para o segundo semestre do ano que vem. "Esses mercados, compostos, basicamente, por micro e pequenas revendas, são carentes de distribuidores que estejam dispostos a fazer a ponte entre eles e as principais fabricantes", afirma o gerente, justificando a estratégia de expansão territorial.

O gerente de marketing defende que o processo de fusões e aquisições que atinge todos os setores da economia, e em especial o setor de distribuição de TI e Telecom, obriga uma postura mais agressiva. "É crescer ou ser adquirido", aponta Carvalho que estima uma redução, pela metade, do número atual de distribudores e canais, nos próximos cinco anos. 

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