Negócios
Lemos, Gandour e Coutinho rejeitam controle por estímulo para usuários
Advogado da FGV-RJ, diretor do Ibope e gerente de novos negócios da IBM divergem sobre Second Life e modelos de negócios online.
Por Guilherme Felitti, do IDG Now!
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No lugar de controle, estímulo.
Em um debate marcado pela informalidade, Fábio Gandour, gerente de novos negócios da IBM, Ronaldo Lemos, advogado da FGV-RJ especializado em direito digital, e Marcelo Coutinho, diretor-executivo do IBOPE Inteligência, exaltaram a necessidade de empresas respeitarem não apenas a liberdade do usuário, mas dos modelos genuinamente forjados na internet.
O encontro entre os três fez parte do primeiro painel Mash-Up do evento Digital Age 2.0, organizado pelo IDG Brasil junto à JumpEducation.
Apoiado pelos dados do Ibope, Coutinho abriu o debate provocando grandes empresas que se limitam a replicar no Brasil modelos de negócios para internet com sucesso em outros mercados, além de apontar que, ferramentas de publicação online já mudaram a estrutura dos formadores de opinião dentro da internet.Outros destaques do COMPUTERWORLD:
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"Assim como a prensa terminou com o monopólio católico sobre o conhecimento, a mídia gerada pelo usuário está acabando com o monopólio que editoras e grandes veículos de comunicação tinham na divulgação de versões", provoca.
Mesmo focado em modelos de negócios práticos na internet baseados no conteúdo do usuário, a rápida apresentação de Lemos, atual presidente da organização iCommons, ecoou a posição de Coutinho ao citar as tensões não apenas entre antigos e novos modelos de negócios baseados na internet, como no campo do direito autoral, "onde problemas se materializam e não são resolvidos".
A liberdade, porém, não deve ser confundida com anarquia. "A web nasceu como um ambiente em que se podia fazer tudo. Mas até a vida real em comunidade exige o mínimo de regras", explica Lemos com um viés sociológico, sugerindo que a própria comunidade formate seu código de conduta online.
Fim do Second Life?
O debate quanto a estímulo ao usuário foi abordado por Gandour segundo a rede social Second Life, objeto de estudo da IBM para eventos corporativos e alvo de recentes críticas por uma possível crise de especulação de empresas que montaram operações de marketing para um número muito baixo de usuários.
Rementendo à história de Phillips Rosedale, criador da rede, o pesquisador acusa uma visão de extremo curto prazo motivada pelo hype acerca do Second Life, "onde o que importa são os dividendos no final do trimestre", sem poupar críticas à falta de administração da Linden Labs pela falta de esforços para a popularização correta da rede.
Gandour, porém, acredita em resultados a médio prazo para o Second Life e rejeita o que chamou de "cultura snack", onde pedacinhos de cultura são assimilados e transformados em opiniões nem sempre embasadas, em uma espécie de mashup deformado.
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