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Universidade de São Paulo anuncia serviço de IPTV
Objetivo inicial é oferecer vídeos à comunidade acadêmica e também transmitir eventos e palestras realizadas, mas no futuro a interatividade deve ser adicionada.
Por Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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A Universidade de São Paulo coloca no ar a partir do dia 21 de agosto o seu serviço de IPTV (Internet Protocol Television). O objetivo inicial é a divulgação de vídeos, mas não no futuro deverá avançar para a interatividade, segundo o coordenador do Centro de Tecnologia de Informação (CTI), o professor Gil da Costa Marques.
O primeiro serviço será a oferta de vídeo sob demanda, que funcionará como uma videoteca virtual para atender a públicos distintos. “A idéia é disponibilizar tudo o que a USP produzir e atender a públicos distintos”, explica o professor. Nem todos, no entanto, serão acessíveis para qualquer pessoa.
Em caso de um vídeo de um docente de medicina com imagens de uma cirurgia, só ficará disponível para alunos da turma que estuda aquilo e o acesso será mediante login com as referências do aluno.
A segunda principal aplicação do serviço será a transmissão de eventos. “A idéia é que seja possível acompanhar qualquer palestra e conferência”, planeja Marques. No projeto foram investidos 500 mil reais, em kits de transmissão de imagens nas salas e nos três pontos iniciais de produção.
De acordo com o professor, seis canais estarão disponíveis. O principal será o IPTV USP, que vai reunir conteúdos dos outros canais, que são divididos por conteúdos: ciências, tecnologia, humanidade, saúde e arte e saúde. “No começo esses canais terão programação de duas ou três horas que se repete e com o tempo serão estendidas – mas nem vemos problemas nisso porque ninguém passa tantas horas assistindo vídeos no computador”, explica.
Além disso, a iniciativa começa com quatro importantes centros de produção de vídeos, mas o número crescerá para 15, para atender a todo o estado. Depois também cada campus terá um servidor. “Hoje são três, em São Paulo, São Carlos e Ribeirão Preto, mas no futuro serão sete, contando São Paulo como um (apesar da faculdade de direito ser distante, por exemplo)”, relata.
O projeto surgiu da busca pelo gerenciamento da distribuição de vídeos na mídia e da busca pela otimização desse serviço. A iniciativa levou dois anos para o desenvolvimento da plataforma da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que fornece conexão às universidades. “Tínhamos o vídeo sob demanda e ao vivo e por isso só adaptamos para ter funcionalidade de canais com programação e também o gerenciamento de usuários e áreas privadas”, descreve Regina Melo Silveira, professora doutora da Escola Politécnica da USP.
Essas adaptações foram feitas pela equipe interna da USP, com mão-de-obra financiada pela RNP, e com software livre. “A intenção é avaliar o desempenho do sistema e a demanda, para decidir se evoluímos ou partimos para outra solução”, conta Regina. Além disso, a professora acredita que a iniciativa tem sido positiva para a organização de conteúdos produzidos e porque despertou a realização de diversas pesquisas relacionadas ao tema.
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