Negócios
IBM avalia compra da Wind River Systems
Big Blue poderia estabelecer uma forte presença no mercado de sistemas operacionais embutidos com a compra da Wind River
Por Por ComputerWorld
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A Wind River, empresa com 1,3 mil pessoas localizada na Califórnia, desenvolve sistemas operacionais para aplicações primárias embutidas no setor aeroespacial, defesa e indústria automotiva, usando tanto a versão do Linux e o OS proprietário VxWorks.
Em fevereiro, a empresa acrescentou outro produto no seu catálogo quando adquiriu os direitos da OS RT Linux da Finite State Machine Labs (FSMLabs). A Wind River também faz negócios com companhias de infra-estrutura de rede e de consumo eletrônico. Por exemplo, a Palm anunciou na última semana que usaria o Linux da Wind River na próxima versão do PC ultramóvel Foleo.
Entretanto, a companhia tem se esforçado para gerar receita, relatando uma perda de US$ 4,6 milhões no final do trimestre encerrado em 31 de maio, um resultado pior do que o prejuízo de US$ 2,1 milhões para o mesmo período do ano anterior. Os executivos da empresa disseram aos investidores que esperam prejuízo similar no segundo trimestre, mas apontaram que a empresa aumentou o faturamento para US$ 78 milhões no primeiro trimestre, contra US$ 65 milhões no mesmo período do ano anterior.
A Wind River não respondeu às ligações quando procurada para comentar o caso. A IBM, por sua vez, não comentou o negócio. “A posição da IBM é de não comentar rumores do mercado e especulações”, afirmou o porta-voz Fred McNeese.
A IBM recentemente adquiriu algumas empresas de software, incluindo um acordo em julho para compra da companhia de software de integração de dados DataMirror por US$ 162 milhões e um negócio em junho com a aquisição da Telelogic, uma desenvolvedora de software por US$ 745 milhões.
A IBM seria sábia se comprasse uma fabricante de Linux como a Wind River, porque permitiria a expansão dos mercados foco. “A IBM atua em outros mercados que não só o de servidores”, lembra Joe Clabby, presidente da Clabby Analytics. Segundo ele, a empresa vende, por exemplo, milhões de chips de energia para fazer consoles de video-game. A empresa deve provavelmente estar de olho em diversas oportunidades para sistemas pequenos e inteligentes baseados em Linux. “E o movimento poderia complementar também os grupos de sistemas embutidos da própria IBM”, completa.
A Enea, rival da Wind River, emitiu um comunicado na quinta-feira (16/08) aplaudindo o potencial negócio. A aquisição da Wind River poderia permitir à IBM espandir sua participação de mercado em software embutido e encontrar novos consumidores para a consultoria de serviços que tem tradicionalmente provêem somente clientes corporatios, de acordo com o CEO da ENea, Johan Wall.
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