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Negócios

São Caetano do Sul terá incubadora de TI no início de 2008

Cidade que já tem 760 empresas de TI oficialmente instaladas, espera atrair ainda maior número com estratégias conjuntas entre Prefeitura e iniciativa privada.

Por Tatiana Americano

20 de agosto de 2007 - 16h56
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A cidade de São Caetano do Sul, no ABC paulista, quer ser uma referência na área de tecnologia. Apesar de já dispor de cerca de 760 empresas de TI oficialmente instaladas na cidade, a região não é conhecida por esse lado e admite ter alguns problemas de infra-estrutura, como a falta de pessoal capacitado e a pouca oferta de banda larga.

Por isso, empresários do setor, entidades de classe e a prefeitura decidiram unir esforços para mudar esse panorama. Uma das iniciativa é a criação de uma incubadora de empresas na área de TI e gestão que será instalada até o início de 2008.

Fernando Trincado, assessor de desenvolvimento econômico do município e um dos coordenadores do projeto, explica que a incubadora terá uma gestão conjunta entre a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (Imes) e o Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul (Itescs).

Segundo ele, a universidade "tem espaço interno para seis empresas", mas outras companhias poderão se instalar "extra-muros" da universidade. Por isso, não há um limite específico no número de companhias que poderão ser incubadas e que receberão desde apoio para criação da empresa até treinamento de pessoal.

Para resolver a questão da capacitação de pessoal, as entidades costuram acordos com o próprio Imes e com a Universidade Mauá, além de viabilizar a instalação de uma nova escola do Senai na cidade com foco na graduação em tecnologia.

Outra iniciativa que visa fortalecer a vocação tecnológica da cidade é o Pólo Tecnológico Cerâmica de São Caetano do Sul, uma parceria entre a Prefeitura (responsável pela infra-estrutura viária do entorno e pela construção das galerias de água e esgoto), a Magnesita (dona do terreno), a Eletropaulo (responsável pela transposição das linhas de alta tensão que passam pelo meio do terreno) e a Sobloco (investidora da obra).

O empreendimento terá uso misto e o terreno da antiga Cerâmica São Caetano será ocupado com empresas de alta tecnologia (70% da área construída), residências (30%) e áreas de serviços e lazer. Segundo Trincado, o projeto está em fase final de infra-estrutura e preparação do solo, para em seguida dar início à comercialização.

"A idéia é gerar 20 mil empregos diretos em dois anos", ressaltou o assessor, que espera que as iniciativas atraiam ainda maior número de companhias do setor de TI à região.

Segundo ele, o projeto do Pólo integra o plano de ações de um planejamento estratégico para que São Caetano do Sul incremente a atual qualidade de vida da população da cidade. O município figura, por três anos consecutivos, como cidade com melhor qualidade de vida na classificação da Organização das Nações Unidas (ONU).

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